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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal realizou uma visita técnica no Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS na última sexta-feira (19/out). Além do fiscal, também participaram o Secretário-Geral, Zootecnista Emanoel Elzo Leal de Barros e os conselheiros, Eduardo Ferreira da Fonseca e Rogério Rodrigues Santos, ambos médicos-veterinários. O objetivo do CRMV-DF foi verificar as condições do local com relação a manejo, instalação, presença de médicos-veterinários e zootecnistas.

O Conselho também orientou a entidade sobre a importância da necessidade dos referidos profissionais no quadro de pessoal do Centro de Triagem. Emanoel esclarece quais são objetivos de uma visita como esta: “Quanto médicos-veterinários e zootecnistas, nós vamos orientar as instituições que albergam animais, sempre com o objetivo de colaborar com o melhor desempenho dessas empresas. ”

O resultado da visita foi a observação da estrutura do local e do quadro pessoal que se encontram deficitários. “Nós sugerimos, por meio do termo de constatação, que a entidade contrate médicos-veterinários e zootecnistas, para que trabalhem em horário integral dentro da estrutura”. Explicou Emanoel, que também acrescentou “A instituição está ciente dos problemas e já conta com obras de melhoramento de recintos.

O CRMV-DF irá elaborar um relatório circunstanciado que será encaminhado a direção geral do IBAMA. “Basicamente o documento conterá orientações para melhorar a ambientação, arborização, ampliação dos recintos, melhoria no manejo geral das instalações e reforçar a necessidade de ter dentro do órgão médicos-veterinários para trabalhar na parte sanitária bem como zootecnistas para que se pense na parte de nutrição e alimentação desses animais”.

Na visita técnica o CRMV-DF não constatou presença de médico-veterinário ou de zootecnista, mas havia um biólogo, profissional responsável técnico do local. “Existe um apoio em relação a medicina veterinária e a zootecnia. Existe uma parceria com o hospital veterinário da UnB, que atende animais que precisam de assistência integral. O Zoológico de Brasília também coopera com Centro de Triagem com o trabalho do departamento de nutrição que é dirigido por um zootecnista”. Conclui Emanoel Elzo.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

19  de outubro de 2020

Recentemente, Médicos-veterinários receberam a fiscalização do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal apontando a necessidade de um Responsável Técnico Farmacêutico, devido a dispensação de medicamentos controlados.

O CRMV-DF baseia-se na Portaria 344 da Anvisa que em seu Art. 93 diz: “Os medicamentos destinados a uso veterinário, serão regulamentados em legislação específica.” e na Instrução Normativa nº20, de 24 de janeiro de 2018, publicada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal, que especifica no item 3.2 : “Poderão requerer Autorização para aquisição, guarda e uso de medicamentos sujeitos a controle especial os seguintes estabelecimentos:
III. Estabelecimentos veterinários”. E no item 3.9 : “Os estabelecimentos relacionados no item 3.2, salvo parecer contrário da GEMEC, não estão obrigados a manter dispensário de medicamentos sob a responsabilidade técnica de profissional farmacêutico.”

O CRMV-DF está ciente do ocorrido e já trabalha juntamente com o CFMV para que a situação não volte a ocorrer.

Baixe os documentos:

Portaria nº 344 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Instrução Normativa nº 20 Agência de Vigilânca Sanitária do Distrito Federal

Enquanto o Pantanal sofre com as queimadas e médicos-veterinários e zootecnistas estão na linha de frente resgatando animais atingidos pelos incêndios, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) aprova o Plano Nacional de Contingência de Desastres em Massa Envolvendo Animais para dar suporte à conduta de quem está em campo. O documento traz orientações para a atuação dos profissionais em cenários dessa natureza, com diretrizes de como conduzir o resgate, a assistência veterinária, a manutenção e a destinação de animais domésticos e silvestres. A Decisão nº 1/2020 foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (5).

O plano é resultado do Grupo de Trabalho de Desastres em Massa Envolvendo Animais (GTDM), composto por médicos-veterinários que trabalharam em ações de perícia ou resgate de fauna em Brumadinho (MG), quando rompeu a barragem de rejeitos de mineração do Córrego do Feijão, em janeiro de 2019, entre outros desastres.

O grupo será transformado em uma comissão permanente do CFMV para dar continuidade ao trabalho. “Vamos apoiar ações na resposta e na prevenção dos próximos desastres, que geram impactos para a sociedade, com implicações na saúde pública, na economia e no emocional da população atingida, especialmente dos animais que são vulneráveis e pagam muito caro, sejam eles de companhia, de produção ou silvestres”, diz Francisco Cavalcanti, presidente do conselho.

“O fim do trabalho do grupo é só o início de tudo. O plano é um começo, mas cada desastre terá suas peculiaridades e impactos”, afirma Laiza Bonela, presidente do GT. Ela alerta ainda que com grandes poderes também chegam grandes responsabilidades, e que agora os médicos-veterinários precisam se preparar para ser convocados. “Queremos capacitar os CRMVs para capilarizar o conhecimento e descentralizar a atuação em ocorrências de desastres, sem a necessidade de deslocar equipes de outros estados”, planeja. Para divulgar as ações, Laiza participa de live no perfil oficial do jornal O Estado de S. Paulo no Instagram (@estadao), nesta terça-feira, dia 6 de outubro, às 18h.

O Plano

A construção do conteúdo foi possível observando e documentando as dificuldades enfrentadas em desastres nacionais ocorridos desde 2011, com as enchentes e deslizamentos de Nova Friburgo no Rio de Janeiro, passando pelos rompimentos de barragens em Mariana (2015) e Brumadinho (2019), em Minas Gerais, até chegar em 2020, com os incêndios no Pantanal.

Assim como as pessoas, os animais também são vítimas de incidentes e é necessário que recebam a devida atenção, seguindo protocolos éticos, legais, sanitários, sociais e ambientais. Com o conteúdo do plano, espera-se que as ações de resgate de animais em situações de desastres em massa possam ser oficialmente reconhecidas e incorporadas à atuação dos órgãos e instituições responsáveis pelo atendimento a cenários de crise.

O resgate técnico de animais em cenários de desastres envolve planejamento e, ao mesmo tempo, exige celeridade. Para facilitar a conduta dos profissionais, o plano destaca oito passos a serem observados visando à saúde e o bem-estar do animal, especificando planos de resgate e acolhimento de bois, cavalos, porcos, coelhos, cães, gatos, aves, peixes e roedores domésticos. Envolve desde assistência no local, com água, alimentação, medicação e preparação do animal (alguns necessitam até de sedação) até o transporte e desembarque no destino, em abrigos temporários.

Na parte operacional, além de orientar sobre diagnóstico inicial, planos de ação, composição e reuniões de equipes, o plano também define prioridades e estratégias para assistência de animais. O documento aborda casos passíveis de eutanásia previsto em legislação e orienta a condução das perícias de local de crime, o que inclui coletar cadáveres, vestígios biológicos e químicos e preservar a cadeia de custódia, mantendo a idoneidade dos vestígios desde o seu reconhecimento e coleta até a sua utilização pela Justiça como elemento probatório.

Destaca a legislação pertinente e a contribuição da Medicina Veterinária Legal para esclarecer causas, dinâmica e autoria de crimes, haja vista que animais vivos e mortos em situações de desastres podem representar informações importantes para a investigação policial e pericial. De forma complementar, entra em necropsia forense, medidas de biossegurança e equipamentos de proteção individual, imunização dos trabalhadores e voluntários, plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde e zonas de trabalho. Trata também do Sistema de Comando de Incidente, estrutura hierárquica para organizar as atribuições de responsabilidades dos órgãos oficiais e suas atuações durante o atendimento a um desastre.

O plano vai além e descreve como deve ser o sistema de documentação para atendimentos médico-veterinários na rotina de abrigos temporários para animais resgatados e indica como lidar com a destinação dos animais domésticos para lar temporário, adoção ou reintegração com o tutor.

Pantanal

De acordo com o presidente do CRMV-MT, ao menos 35 médicos-veterinários trabalharam no Pantanal desde que começaram os incêndios, e mais de 50 animais resgatados já foram tratados e devolvidos à natureza. O regional trabalhou no suporte aos profissionais e promoveu campanhas de arrecadação de utensílios, medicamentos e alimentação para os animais.

Em momentos de desastres, as equipes envolvidas se deparam com um ambiente caótico e complexo, o que requer ação coordenada e integrada de múltiplas agências, visando à mitigação do sofrimento e dos danos. Segundo Silva, não foi diferente no Pantanal, onde a maior dificuldade foi controlar o acesso das pessoas à área afetada, que é muito extensa. “Pela preocupação de calamidade nacional, muitos queriam ajudar, mas sem estrutura e sem treinamento, [isso] se tornava até perigoso. O plano chega em momento oportuno para auxiliar como conduzir os atendimentos em episódios como esse”, opina.

Já no Mato Grosso do Sul, Piva disse que a articulação foi mais rápida por terem médicos-veterinários nas estruturas da administração pública. “Quando começamos a agir, tivemos todo o suporte do governo do estado e pudemos ser protagonistas, unidos tecnicamente aos demais grupos, fortalecendo a atuação da Medicina Veterinária nas estruturas de resgate”, destaca.

Neste momento, o CRMV-MS contribui para a elaboração do Estatuto do Pantanal, com a expectativa de legislação e estruturas que possam subsidiar de forma articulada outras situações dessa natureza. O documento foi proposto pela Comissão Temporária do Pantanal (CTEPantanal) do Senado Federal. Na sexta-feira (2), uma comitiva do Senado, capitaneada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), que é médico-veterinário, foi ao município de Corumbá (MS) para acompanhar os trabalhos na região mais afetada pelas queimadas.

Assessoria de Comunicação do CFMV

06 de outubro de 2020

Hoje é o dia mundial da alimentação, 16 de outubro. O alimento é um fator essencial não só para a nossa sobrevivência, mas também para a nossa qualidade de vida, já que o consumo de alimentos de qualidade é indispensável para o bem-estar de todos os seres vivos. Sabemos que médicos-veterinários e os zootecnistas estão ligados diretamente a cadeia de produção de alimentos de origem animal, observando e garantindo a sua qualidade para o consumo. Eles desempenham um papel muito importante, que permeia vários setores da cadeia produtiva.

Para conhecer um pouco mais do trabalho destes profissionais, a médica-veterinária Adriana Lopes Ribeiro Lelis e o zootecnista Maximiliano Tadeu Memoria Cardoso, ambos da Emater-DF, explicam como cada um trabalha e como as profissões se complementam, sempre observando a sanidade, custo/benefício, bem-estar animal e equilíbrio ambiental. Adriana tem pós-graduação em Tecnologia da Carne e está fazendo MBA em Bovinocultura Leiteira. Maximiliano tem especialização em Agronegócio e mestrado em Ciências Animais.

Adriana

Médica-veterinária Adriana

Maximiliano

Zootecnista Maximiliano

Adriana explica que o médico-veterinário trabalha na questão da saúde dos animais. “Em alguns casos, em uma visita eu verifico a saúde dos animais, mas se eu identifico uma vulnerabilidade nutricional eu oriento o produtor a agendar uma visita de um zootecnista”. Maximiliano confirma a explicação e complementa: “Quando chego na fazenda, analiso e faço as recomendações pertinentes, mas as vezes é necessária a participação de um terceiro ou quarto profissional, como de engenharia agrônomica, por exemplo”.

max e adriana

Médicos-Veterinários e Zootecnistas também procuram os serviços, como produtores. Adriana relata um caso que é comum em todas as áreas profissionais, ainda mais quando uma profissão possui muitas vertentes de atuação. “Eu já atendi um produtor, médico-veterinário com filhos também da mesma profissão, todos eles trabalhavam com reprodução em bovinocultura de corte. Ele nos chamou por que a sua demanda era para um novo projeto, piscicultura e ele preferiu consultar alguém que pudesse ajudar. ”

Maximiliano também já encontrou colegas trabalhando na área e buscando orientação de outro setor da Emater, no caso profissionais da área de engenharia agrônoma. “A troca de experiências de trabalho, conhecimento técnico é constante no dia-a-dia. As visitas e as conversas que temos com os produtores aumentam a nossa bagagem de conhecimento na cadeia produtiva como um todo, o que nos permite participar da cadeia multidisciplinar que rodeia o agronegócio”.

Segundo a médica-veterinária, o trabalho do extensionista da Emater se baseia em um tripé composto por nutrição, ambientação e genética. “Quando eu dou condições para o animal estar na melhor forma ele vai produzir mais, porque primeiro ele se sustenta, depois ele vai reproduzir e por fim, produzir”. E complementa o terceiro fator: “A seleção genética possibilita a melhoria da produção de aves, por exemplo. Isso é bem observado devido ao curto ciclo de produção desses animais”.

Mas como o consumidor final percebe o trabalho desses profissionais? Segundo Adriana, é uma relação de confiança. “Acredito que os nossos esforços em produzir um alimento seguro para ser consumido é o mais importante. Em uma das empresas que trabalhei, fui orientada a olhar o meu trabalho com os olhos do consumidor, e isso me fez redobrar o cuidado que eu já tinha com o meu trabalho”. Os profissionais que estão envolvidos com a produção de alimentos têm um compromisso de confiança entre a produção e o consumidor.

Bem-Estar

Maximiliano explica que se o animal não estiver bem, ele não irá produzir bem. “A partir do momento que o produtor toma a decisão de mudar a forma de produzir, a cadeia produtiva toda sofre impacto. Tomo como exemplo um produtor de aves que troca o uso de gaiolas para criar os animais soltos no chão. Teremos que calcular o espaço que cada ave irá ocupar, o que demandará um maior investimento em infraestrutura, que irá gerar uma ocupação maior de terreno e isso poderá impactar no valor do produto ou na produção dos animais. Tudo isso deve ser avaliado. ”

Ele explica que a demanda mundial por animais produzidos de maneira sustentável mostra bem a mudança do perfil do consumidor. Antes os alimentos eram produzidos, vendidos e consumidos. Hoje em dia o produtor busca atender as demandas do consumidor. Esta relação passa pela produção ecologicamente viável, com questões éticas, ecológicas até a qualidade e sanidade exigida pelos órgãos de controle.

Impacto social

O trabalho do médico-veterinário e do zootecnista também chegam a influenciar o preço dos alimentos, possibilitando pessoas carentes adquirir o seu sustento. “Quando otimizamos a cadeia produtiva, conseguimos diminuir os custos e aumentar a produção, e este processo interfere no preço do produto final, podendo barateá-lo”. Explica Maximiliano, sobre a importância do aperfeiçoamento da produção com uso de novas tecnologias para melhorar o rendimento do produtor, proporcionando uma melhor rentabilidade, além de diminuir o valor do alimento para o consumidor, assim podendo proporcionar o acesso de alimento por todas as classes sociais.

A relação de produção de alimento, vai além na nutrição humana, mas também passa por relações sociais e econômicas. Nos estados, muitos produtores familiares produzem alimentos que são distribuídos em seus municípios. Eles geram emprego e renda para suas famílias e também na sua região. Portanto, neste ramo a medicina-veterinária e a zootecnia vão além das questões nutricionais, sanitárias, mas avançam sobre fatores econômicos e de desenvolvimento social, também.

Adriana e Maximiliano explicam que a Emater-DF possui 16 escritórios em todo o Distrito Federal. Os produtores rurais que tem interesse em melhorar a sua produção, ele deve procurar o escritório mais próximo de sua propriedade e agendar uma visita dos profissionais. No caso de produtores de alimentos de origem animal, irão receber orientação de Médicos-Veterinários e Zootecnistas, além de outros profissionais, para aperfeiçoar a sua produção. Por ano são atendidos cerca de 20.000 produtores rurais com aproximadamente 140.000 atendimentos, em Brasília.

 

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

16 de outubro de 2020

Na última semana, em Brasília, o tempo registrou recordes de altas temperaturas e baixa umidade, fatores que elevam nossa atenção aos cuidados com animais de companhia. O médico-veterinário Bruno Alvarenga dos Santos, que é clínico e cirurgião de pequenos animais, professor do UniCEUB e Presidente da Câmara Técnica de Pequenos Animais, aponta quais os principais cuidados com os pets.

Em tempo quente e seco, nós, humanos sabemos que devemos redobrar a atenção com a nossa hidratação. Com os animais não é diferente. Considerando que cães e gatos são a maioria dos bichos de estimação, Bruno explica que, devido a ampla diversidade de raças, tanto de cães, como de gatos, os cuidados variam um pouco entre eles. “Nós temos animais mais adaptados a viver em países quentes, como o Brasil. Já outros vivem melhor em países frios. Portanto há raças que tendem a sofrer mais, como o Spitz, Pug, Buldogue” explica o médico-veterinário.

Bruno relata a importância de o tutor estar atento e observar o comportamento do seu pet, já que ele pode dar sinais que algo não está muito bem. “O animal que está sofrendo de estresse térmico ele tende a apresentar uma respiração ofegante, uma prostração, redução na ingestão de alimentos, ele ainda pode apresentar uma irritação oftálmica, com aumento de secreção ocular (lágrimas) ou coceira, devido à baixa humidade. ”

Conforto térmico

As dicas são para melhorar o conforto térmico dos animais de modo a melhorar a sua qualidade de vida neste período do ano. “Animais que estão confinados em casa, recomendo o uso de umidificadores ou disponibilizar panos úmidos pela casa, para melhorar a umidade do ambiente. Disponibilizar água preferencialmente fresca ou gelada e sempre que possível estimular o seu consumo. ” Bruno explica também que a água pode ser ofertada por meio de fontes circulatórias e que os gatos tendem a preferir consumir a bebida, ela estando em movimento.

Já os tutores que desejam oferecer alguma novidade aos seus bichinhos, Bruno orienta que podem ser ofertados picolés de frutas ou de proteína animal. “Para os gatos, os picolés podem ser preferencialmente de proteína animal. Coração seria o ideal. Para os cães, além de proteína, podem ser produzidos com peras, maçãs, mamões, banana. ”

Sobre os passeios, Bruno Alvarenga recomenda evitar que seja feito nos horários mais quentes do dia e preferir o período do início da manhã, final da tarde e à noite.

Algumas espécies são mais vulneráveis e tendem a sofrer mais com o tempo, como os animais braquicefálicos (com focinho achatado) e também com animais que sabidamente tem alguma doença respiratória. “Pacientes com asma, colapso traqueal, paralisia de laringe, e trato mole prolongado. Eles tendem a ter dificuldade respiratória e com o tempo quente e seco podem se agravar”.  

Olhos e pele

Os problemas respiratórios são os mais observados, mas não são os únicos. Também é importante observar os olhos de seu animal de estimação. Alguns deles possuem déficit de produção de lágrimas e com a baixa umidade os olhos podem sofrer irritação, ficando vermelhos ou coçando. “A diminuição da lubrificação natural do olho pode acarretar desde incomodo (coceira) a lesões na córnea. ” Por isso é fundamental procurar um profissional que possa orientar em como proceder em cada situação, explica o médico-veterinário.

Mas para quem acredita que para refrescar o calor, o banho é a melhor pedida, deve ter cautela. Bruno explica que o excesso ou o uso de produtos não apropriados podem causar ressecamento da pele e causar doenças dermatológicas. “A maioria das raças de cães não suportam mais que um banho por semana, já em gatos de pelo curto, uma vez a cada 3 meses e os de pelo longo um em cada 6 meses. ”

O médico-veterinário Bruno Alvarenga do Santos é formado em medicina-veterinária pela Universidade de Brasília, mestrado em saúde animal pela UnB, pós-graduado em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais pela Qualittas e pós-graduando em ortopedia de pequenos animais, também pela Qualittas. Atualmente também é Presidente da Câmara Técnica de Pequenos Animais do CRMV-DF e professor do Centro Universitário de Brasília UniCEUB, no curso de Medicina-Veterinária.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

02 de outubro de 2020