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O CRMV-DF informa que aplicou a punição de "Censura Pública" a dois Médicos-Veterinários, conforme publicação no Diário Oficial da União do dia 11 de junho de 2019.

Confira aqui as publicações das penalidades

O tempo de faculdade é realmente um período especial de cada um de nós, já que é lá que aprendemos uma profissão, que a maioria das pessoas sempre sonhou e ali está se realizando. E com o intuito de proporcionar uma formação bem fundamentada nos valores éticos profissionais que o CRMV-DF realizou uma palestra para o 9º período dos alunos da UPIS, na quarta-feira (29/maio).

A palestra abordou o tema “Responsabilidade Técnica”, já que muitos profissionais, quando se formam tornam-se donos do próprio negócio e na maioria das vezes ele também será o responsável técnico do estabelecimento. Quem conversou com os alunos foi o Assessor Técnico do CRMV-DF, Médico Veterinário Roberto Gomes Carneiro.

Aula RT Upis

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

A Anclivepa do Distrito Federal realizou o seu tradicional Congresso Brasileiro da Anclivepa – CBA Brasília 2019, marcando a sua 40º edição e a segunda no Distrito Federal, nos dias 16 a 18 de maio no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Além de oferecer uma variada grade científica, também uma feira com os principais distribuidores de alimentos, produtos e equipamentos de uso médico-veterinário, ou seja, uma ótima oportunidade de atualização.

Na área de exposição, uma área especial, chamada “Vila Brasília” reuniu empreendedores da cidade que apresentaram os seus empreendimentos que são ferramentas de grande utilidade para os profissionais do Distrito Federal. São serviços que chegam ao mercado após muita pesquisa e dedicação de médicos veterinários que acreditam na profissão.

Hemoterapia

Um bom exemplo de dedicação, preocupação com a saúde pública e o bem-estar animal é do Médico-Veterinário Francisco Anilton Alves de Araújo. Ele que é natural do Ceará, fez graduação na Universidade Federal Rural de Pernambuco, Mestrado pela Universidade Federal de Minas Gerais e Doutorado pela Universidade Federal de Goiás sempre trabalhou na área de Saúde Pública e acredita que, para trabalhar a saúde única, que envolve seres humanos, animais e meio ambiente, é necessário que todos os envolvidos estejam bem. “Em um ambiente familiar hoje, eu entendo que é necessário o bem estar e a saúde de todos. Assim podemos mantar a integridade de todos.” Explicou o dono da One Health Vet, empreendimento que oferece o serviço de hemoterapia pet no Distrito Federal.

Anilton

O ramo é bastante específico, e segundo Anilton, não existia oferta de serviço e infelizmente alguns animais padeciam. “Conheço histórias de animais que tiveram anemia, por exemplo, e não puderam ser devidamente tratados, por falta de opção de tratamento. Hoje o médico-veterinário do Distrito Federal pode oferecer o tratamento ao tutor do seu paciente”, relata Anilton sobre as possibilidades que o desenvolvimento de pesquisas e produtos surgem no mercado e promovem a melhoria da qualidade de vida de animais que já são considerados verdadeiros membros das famílias.

Medicina felina

Sabemos que todo profissional tem uma bagagem em sua área de formação acadêmica e que após se formarem podem escolher uma área especifica de sua profissão e na medicina veterinária não é diferente. Há grandes diferenças entre os animais, e saber de todas elas torna o profissional generalista. Mas alguns colegas se preocupam em estudar especificamente apenas um deles e passa a dominar suas minúcias, a chance de diagnosticar e tratar doenças cresce.

Assim fez a Médica-Veterinária Giovanna Adorni Mazzotti que deu o seu nome ao seu empreendimento, Giovanna Mazzotti Medicina de Felinos. Ela conta que a sua paixão por felinos surgiu depois de formada, quando teve a oportunidade de trabalhar com a médica veterinária Heloisa Justen, uma referência na área de felinos. Daí para frente, ela avançou seu interesse pelos bichanos.

Giovana

Ela que é natural do Rio de Janeiro graduou-se pela Universidade Estadual do Norte Fluminense, fez seu mestrado em na Universidade de Brasília, local que também trabalhou como Médica Veterinária assistente. Ela foi pioneira no ramo de medicina felina em Brasília, abrindo a primeira clínica especializada no atendimento de gatos, hoje não tem o que reclamar. Giovana também é membro fundadora da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFeL).

Como empreendedora afirma que gosta do que faz. “Empreender parece um vício. Quando tive a ideia de montar a minha clínica, reuni economias, vendi um carro. Alguns amigos diziam ‘Giovana você é doida’, mas eu continuei e não me arrependo. Empreender é difícil, mas hoje estou realizada” explicou Giovana sobre o seu esforço para conquistar seu sonho.

A medicina-veterinária permite que o profissional atue de várias formas, entre elas, empreendendo. Ambos os profissionais, seja Francisco Anilton ou Giovana Mazzotti reconhecem as dificuldades em enfrentar a burocracia e os altos custos de manter uma empresa no Brasil, mas a paixão pelo que fazem os fortalecem para seguir em frente e se preparando cada vez mais para os desafios que estão por vir.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

 Registro de medicamentos de uso controlado sempre despertou atenção de profissionais. Seja de uso Médico-Veterinário, seja de uso humano. Mas não é apenas isso, ainda tem a questão do âmbito das regulamentos, federal e distrital. Para sanar algumas destas dúvidas, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal promoveu uma palestra dirigida a Clínicas Médicas Veterinárias na manhã desta quarta-feira (29/maio), no auditório de sua sede, em Brasília. Representaram o CRMV-DF na palestra o Assessor Técnico da entidade, Roberto Gomes Carneiro e a Conselheira e presidente da Anclivepa DF, Andrea Moraes Carneiro.

 Roberto e Andrea divisa

O objetivo do encontro foi esclarecer ações práticas do dia a dia do estabelecimento, desde a compra até a dispensa de medicamentos de uso humano. A novidade é que, no âmbito do Distrito Federal, foi publicada em março de 2018 a Instrução Normativa nº 20/2018 que regulamenta todo este processo.

O Diretor da Vigilância Sanitária, Méd. Vet. Manoel Silva Neto pontua que a finalidade do evento é esclarecer detalhes. “Esclarecer alguns detalhes práticos, como é que faz, onde é que faz, como preencher os termos para pegar autorização. Também tem a questão objetiva que é fazer o controle efetivo deste medicamento, para não ficar meramente em um ato burocrático”. Eles relata também a importância do médico veterinário cumprir com as regulamentações. “Isto é necessário para que o Veterinário depois não seja acusado de alguma irregularidade que ele nem esteja sabendo.” Conclui Manoel.

Manoel divisa publico divisa

Segundo a palestrante Luciana Zanetti da Gerencia de Medicamentos da Vigilância Sanitária a ideia é esclarecer como é feito o registro de medicamentos controlados de uso humano, da compra a dispensação. “Nós tentamos desmistificar toda essa situação, mostrando na prática, como deve ser feita esta escrituração e alertando da importância de todo o impacto que tem em usar este medicamento”. Ela reitera que existe uma serie de desdobramentos que envolvem não só a Vigilância Sanitária. “Uma vez que o estabelecimento opta por fazer uso de medicamento de uso humano ele começa a ser inserido em toda a legislação relacionada a medicamento de uso humano, inclusive os seus desdobramentos.”

Luciana divisa

Para os médicos-veterinários que não puderam participar, Luciana recomenda consultar a Portaria 344/98 e 6/99 do Ministério da Saúde, a RDC 55/2005 da ANVISA e a Instrução Normativa nº 20 da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Em caso de dúvidas poderá entrar em contato por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou na própria Vigilância Sanitária quadra 712/912 sul, Bloco “D”, Asa Sul, Brasília.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

29 de maio de 2019

O ser humano evoluiu com a prática de cultivar seus alimentos, seja de origem vegetal ou animal, mudou muito com o passar do tempo e com o surgimento da ciência este progresso avança ininterruptamente. No caso dos alimentos, são responsáveis por parte desta caminhada as ciências agrárias e entre elas a Zootecnia.

Na Universidade de Brasília a Zootecnista Luci Sayori Murata é professora na Faculdade de Ciências Agrárias – FAV, conta um pouco de sua trajetória em campo, na academia e a interligação das profissões que se dá desde a formação acadêmica até no dia a dia de trabalho.

Luci Murata UnB

Luci é natural de Maringá, no estado do Paraná e sempre gostou de animais. Quando chegou a hora de escolher uma profissão, entre as que tinha disponível, optou pela zootecnia. “O que me fez escolher a zootecnia foi a ideia de poder trabalhar com animais, pois eu sempre tive esta paixão”.

Ela conta que se formou na Universidade Estadual de Maringá, o seu mestrado e o doutorado na Universidade Estadual de São Paulo – Unesp de Jaboticabal. Seu primeiro emprego na área foi em uma universidade do Paraná. Depois foi trabalhar com a produção de suínos, em Diamantino-MT. Ela era a gerente do setor de produção de maternidade, cuidando de índices zootécnicos. “Eu cuidava de animais que estavam prestes a parir, paridas, para que não perdessem muito peso com a amamentação e o manejo dos filhotes.” Reporta Luci que pontuou o seu principal desafio: o treinamento de mão de obra, já que na época a empresa estava se instalando na cidade e que não havia pessoas qualificadas para o trabalho com suínos.

luci murata

Após a conclusão deste projeto, voltou a área acadêmica, como professora substituta na Universidade de Brasília, onde ficou por dois anos, até abrir um concurso na mesma universidade para a Cadeira de Suinocultura no quadro de professores da Faculdade de Agricultura e Veterinária –FAV-UnB, onde trabalha hoje.

A disciplina que ela ministra é mista, ou seja, seus alunos são Médicos-Veterinários e Engenheiros Agrônomos, já que na UnB não tem curso de Zootecnia. “No caso específico, da suinocultura, nosso produto é a carne. Então temos o compromisso de cuidar do animal e produzir carne nas melhores condições. Eu entendo que o Zootecnista tem a importância de levar este conhecimento técnico para que a gente possa, ao final de tudo, levar um alimento de qualidade para as pessoas” explica a professora.

Segundo Luci, o zootecnista tem uma área de atuação bastante ampla, mas também pode trabalhar em equipe com outros profissionais, sem problema algum. “Eu acredito que juntos somos melhores. Ao invés de eu fazer tudo sozinha, de entender todos os saberes, eu posso me especializar em uma coisa e ter um parceiro, um colaborador que some ao fim que se propõe” reporta a importância da integração das profissões nas ciências agrárias.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF