Notícias

Ao final de 2017, o Governo do Distrito Federal registrou um caso de Raiva em um bovino, no Distrito Federal. O caso repercutiu entre veículos de comunicação e a sociedade. O caso foi o 5º do ano e felizmente não houve registro de casos da doença em humanos. Mas é importante que a sociedade permaneça em atenção, sobretudo os médicos veterinários.

A doença pode acometer os mamíferos em geral, tendo como principal meio de contaminação o contato com a saliva do animal doente por meio de mordeduras, arranhaduras e lambeduras. A sintomatologia da doença pode variar bastante dependendo do animal infectado e da variante do vírus rábico que está envolvido na infecção. Trata-se de uma encefalite aguda, que leva as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos, sendo uma das mais antigas doenças conhecidas. Ainda nos dias atuais, a raiva representa um sério problema de saúde pública e produz grandes prejuízos econômicos à pecuária.

O período de incubação em cães e gatos é, em geral, de 15 dias a 2 meses. Na fase prodrômica, os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Observa-se a ocorrência de anorexia, irritação ou prurido na região de penetração do vírus e uma ligeira elevação da temperatura. Após um a três dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão ou gato se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, o homem (inclusive o seu proprietário) e morder a si mesmo, muitas vezes provocando graves ferimentos. A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Em cães há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, devido à paralisia parcial das cordas vocais. Na fase final da doença, é frequente observar convulsões generalizadas, que são seguidas de incoordenação motora e paralisia do tronco e dos membros.

A forma “muda” da doença se caracteriza por predomínio de sintomas do tipo paralíticos, sendo a fase de excitação extremamente curta ou imperceptível. A paralisia começa pela musculatura da cabeça e do pescoço; o animal apresenta dificuldade de deglutição e suspeita-se de “engasgo”, quando então seu proprietário tenta ajudá-lo, expondo-se à infecção. A seguir, vêm a paralisia e a morte.

A raiva transmitida por morcegos hematófagos (principalmente o Desmodus rotundus) acomete principalmente animais de produção, porém hoje a transmissão da raiva por quirópteros (hematófagos ou não) está muito relacionada ao acometimento dos animais de companhia com cães e gatos e dos homens. Na raiva transmitida por morcegos o período de incubação é geralmente mais longo, com variação de 30 a 90 dias ou até mais. A sintomatologia predominante é da forma paralítica. Os animais infectados se afastam, apresentam as pupilas dilatadas e os pelos eriçados. É possível observar, também, lacrimejamento, catarro nasal e movimentos anormais das extremidades posteriores. Os acessos de fúria são raros, podendo se observar, no entanto, inquietação, tremores musculares e hipersensibilidade no local da mordedura, de modo que os animais podem até provocar automutilações. Com a evolução da doença, observam-se contrações tônico-clônicas e incoordenação motora; os animais apresentam dificuldade de deglutição e excesso de salivação. Os sinais de paralisia aparecem entre o segundo e terceiro dia após o início dos sintomas, sendo a duração da doença, geralmente, de dois a cinco dias.

É de grande importância que os médicos veterinários estejam atentos a estes sinais e sintomas, já que a doença não tem cura e pode matar.

O médico veterinário da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde do DF, Anderson Joaquim Pereira dos Santos, explica que os cinco casos de Raiva registrados no ano passado, dois ocorreram em bovinos, um em Planaltina e outro em Sobradinho. Os outros três casos foram em morcegos frugívoros, um na Asa Norte e os outros dois em Vicente Pires. Apesar de não ocorrer morcegos hematófagos em áreas urbanas, todos os morcegos podem transmitir a doença, assim o risco ainda é grande, explica Andersom. “Animais de companhia, como cães e gatos, podem entrar em contato com morcegos ou outros animais silvestres contaminados trazendo a doença para dentro do seio familiar, por isso é tão importante que se criem os animais de forma correta – não permitindo que os animais saiam sem supervisão e que a vacinação esteja sempre atualizada. ”

Anderson Vigilância Ambiental 2018

Segundo Anderson, a Raiva é uma doença 100% imunoprevinível, desde que a população de animais seja vacinada com regularidade. E no caso de contato com animais suspeitos deve-se buscar imediatamente atendimento médico. “O nosso único registro de raiva humana foi em 1978, já os últimos registros em cães e gatos ocorreram em 2000 e 2001 respectivamente. Apesar de não termos raiva humana, canina ou felina no Distrito Federal desde então, temos a circulação do vírus rábico tanto na área urbana quanto na área rural do DF. O vírus está aí e vai continuar, só depende de nós, médicos veterinários, profissionais que atuam na área animal, produtores rurais, proprietários, órgãos públicos de saúde, entre outros, mantermos a doença longe dos nossos animais e da população. ”

A população e profissionais em geral, principalmente os médicos veterinários, devem comunicar a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses casos suspeitos de raiva em animais assim como morcegos caídos. É de grande importância que os médicos veterinários, mesmo os que trabalham somente com saúde animal em suas clínicas e hospitais, fiquem atentos aos sintomas da doença, já que a saúde pública é responsabilidade de todos.

A Secretaria de Estado de Saúde do DF, por meio da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses – antigo Centro de Zoonoses – realiza o diagnóstico post mortem para raiva. Esse laboratório faz parte da rede nacional de diagnóstico de raiva e é referência para outros estados do Brasil. Qualquer médico veterinário pode encaminhar amostras ou até mesmo o animal para se realizar o diagnóstico em casos em que houver suspeita da doença. Para isso é necessário apenas um encaminhamento do profissional com dados simples como endereço e telefone do proprietário do animal e história clínica. É valido lembrar que não há nenhum tipo de cobrança para a realização do diagnóstico.

 

Serviço:

A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses se encontra no SAIN – Estrado Contorno do Bosque – Lote 04, ao lado do Hospital da Criança e do Hospital de Apoio de Brasília, para contato enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Vigilância Ambiental 2018

Foi sancionada pelo presidente Michel Temer a lei que oficializa 13 de maio como o Dia Nacional do Zootecnista. O pleito era uma articulação antiga da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) e contou com a participação de diversas lideranças, como deputados e senadores. Com o reconhecimento da data pelo Governo Federal, surge uma nova esperança para que outros pleitos da categoria voltem a avançar. A sanção da lei aconteceu nesta segunda feira (08).

“Com o reconhecimento de uma data tão importante para nós, nosso poder de argumentação aumenta frente a lutas importantes da categoria, como a criação do sistema de conselhos”, explicou o presidente da ABZ, Marinaldo Divino Ribeiro.

Leia também: Deputado Alberto Fraga vota pela aprovação do PL 1016/15

O projeto de lei que propôs a oficialização partiu da deputada federal Júlia Marinho (PSC). A lei foi instituída sob o número 13.596. Para Marinaldo, esta conquista está relacionada ao reconhecimento da identidade institucional da zootecnia como profissão.

“O Dia do Zootecnista é importante para o reconhecimento institucional e republicano do valor e mérito do profissional mais qualificado para promover a criação animal em todos os seus aspectos e ramos da atividade produtiva ou de conservação fazendo com que a pecuária nacional seja competitiva e eficiente”.

A escolha do dia 13 de maio como data de comemoração faz menção ao dia da aula inaugural do primeiro curso superior de zootecnia instalado no Brasil, realizado em 1966, na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Para Marinaldo, a oficialização da data ajuda a mostrar o reconhecimento e apoio a todos os zootecnistas, que apresentam relevantes contribuições ao avanço social e econômico do país através do fomento à pecuária e ao desenvolvimento produtivo dos rebanhos, bem como estudando alternativas de produção racional de diferentes espécies animais nas mais variadas condições.

“A data é também igualmente importante para criar no imaginário das pessoas uma referência do sentido de pertencimento do Ser Zootecnista”.

Fonte: Associação Brasileira de Zootecnia - ABZ

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal confirma a ocorrência de um caso de raiva bovina em um bezerro na região do Lago Oeste, em Sobradinho. O órgão reforça que tomou todas as medidas para a contenção do único foco detectado.

Agentes da Defesa Agropecuária estão em contato com todos os produtores do Lago Oeste e regiões vizinhas para dar orientações sobre o protocolo obrigatório de vacinação para os animais da área afetada.

A Defesa Agropecuária manterá o monitoramento na região e solicita aos produtores que notifiquem caso algum animal apresente os seguintes sintomas:

Apatia

Paralisia

Andar cambaleante

Mordida de morcego

Qualquer alteração comportamental

Caso haja necessidade, o produtor pode entrar em contato com o escritório regional da secretaria pelos telefones: (61) 3340-3862 ou 3487-1438.

O monitoramento dos rebanhos é feito de forma continuada e são promovidas campanhas de vacinação contra raiva em bovinos e equídeos anualmente.

Além disso, é feito o atendimento permanente aos casos suspeitos da doença e o controle de morcegos hematófagos na zona rural.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informa que já foi feita aplicação de soro antirrábico e vacina antirrábica em todas as pessoas que entraram em contato com o animal infectado.

 

Fonte: Agência Brasília

Entrou em vigor no dia 1º de janeiro a Resolução CFMV nº 1.177, que enquadra as entidades obrigadas a manter registro ou cadastro no Sistema CFMV/CRMVs. Ela esclarece e define quais estabelecimentos possuem atividade básica ou prestam a terceiros serviços que são de natureza privativa das profissões do médico veterinário ou do zootecnista e que devem ser registradas nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs). A Resolução nº 1.177 havia sido publicada em 31 de outubro de 2017 e substitui a antiga Resolução CFMV nº 592, de 1992.

Entre as atividades listadas pela resolução como de registro obrigatório no Sistema CFMV/CRMVs estão a distribuição e comercialização de produtos de uso veterinário; abatedouros, matadouros e frigoríficos; e hospitais, clínicas, consultórios, ambulatórios e demais serviços médico-veterinários. A lista completa pode ser consultada no Artigo 1º da resolução n° 1.177.

O texto se adequa às mudanças que afetaram a legislação e o exercício das profissões nos últimos 25 anos, incluindo, por exemplo, a modernização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). O texto considera como atividades privativas profissionais aquelas compreendidas pela Lei nº 5517/68, que trata do exercício da Medicina Veterinária, e Lei nº 5.550/68, que descreve a profissão de zootecnista.

Algumas das entidades que devem ter o registro, no entanto, ficam dispensadas do certificado de regularidade e do pagamento da taxa de registro e anuidade do Sistema CFMV/CRMVs. São elas os órgãos e entidades da administração direta e indireta, os jardins zoológicos oficiais, as instituições oficiais de ensino ou de pesquisa, as entidades de fins filantrópicos e as atividades de aquicultura caracterizadas como de subsistência.

A Resolução nº 1.177 também relaciona os tipos de estabelecimentos cujas atividades básicas são relacionadas à Medicina Veterinária e à Zootecnia, mas que, não sendo privativas dessas profissões, têm o registro em conselho vinculado à natureza do trabalho desempenhado pelo profissional responsável pela função em questão.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CFMV

O Médico Veterinário, Alexandre Barbosa da Silva, residente no Distrito Federal, sofreu um acidente de carro, quando viajava com a sua família a Salvador-BA, no dia 30 de dezembro de 2017. Ele conduzia o veículo com sua esposa e duas filhas. A mais nova não resistiu aos ferimentos e faleceu. Sua esposa e a filha mais velha sofreram ferimentos e não estão fora de risco.

Alexandre, e a família já estão em Brasília, mas ainda falta o translado do corpo da filha mais nova. Eles contam com a colaboração dos colegas que puderem de alguma forma auxiliá-los, neste momento tão difícil que estão enfrentando.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal oferece suas condolências e deseja que Deus conforte os corações das famílias.

O contato do Alexandre é (61) 98236-0293