Para alcançar objetivos profissionais se faz necessário o planejamento prévio e a preparação para conseguir o que se deseja. Dados do Sebrae apontam que os maiores motivos que fazem empresas fecharem suas portas são a falta de preparo para administrar ou não ter experiência no ramo. Mas isso não aconteceu com Médico Veterinário Bruno Alvarenga, diretor do hospital Veterinari, em Brasília. Antes de abrir o seu empreendimento fez cursos na área de gestão e buscou muita informação antes de iniciar o seu negócio.

Nascido em Brasília, Bruno formou-se em Medicina Veterinária na UnB, desenvolveu seu trabalho em cirurgia, fez mestrado em Saúde Animal na mesma universidade, já foi presidente da Anclivepa-DF (2014-2016) e hoje cursa pós graduação em ortopedia. Ele explica que desde pequeno gostava de animais e sempre teve um contato muito próximo com eles. “Acredito que a ideia de estudar Medicina Veterinária tenha despertado de pequeno, nas visitas a fazendas e o contato direto com os animais. Inicialmente pretendia trabalhar com Grandes Animais, mas no decorrer dos anos mudei de ideia e não me arrependo da escolha que fiz”. Explica Bruno.

A ideia de empreender o acompanha desde a sua formação acadêmica e após formado isso só cresceu. “Na faculdade o Médico Veterinário não aprende a ser dono de uma empresa, mas apenas tem ideia de como funciona. Eu busquei estas matérias e me aprofundei no assunto. Fiz cursos no Sebrae e em parceria dele com a Anclivepa-DF a alguns anos.” Explica a sua caminhada de preparação, mas destaca que se tivesse começado antes de se planejar o sucesso poderia chegar, mas por sorte.

Bruno Alvarenga

A preparação permitiu encarar a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos com certa segurança, já que os problemas surgiram mas foram contornados. “Como toda empresa, sentimos os efeitos da crise, mas avaliamos cada situação e criamos maneiras de contorna-las”. Para Bruno, o empresário tem que ser maleável em alguns momentos.

Mas o sucesso não se baseia apenas em técnica, ele observa que o Médico Veterinário a todo momento trabalho com a vida e com a morte e por este motivo também desenvolve um trabalho dirigido aos tutores dos pacientes e aos colaboradores do hospital. A psicóloga Maria do Socorro Martins Lima acompanham as situações de perda e busca dar suporte aos tutores de pacientes do hospital e também aos profissionais que estão envolvidos em cada caso. “Nós acreditamos que a humanização dos animais de companhia proporciona uma troca de sentimentos muito intensa inclusive no momento de dor. Esse sofrimento começa no lar do animal e termina na equipe que também se envolve com o animal.” Esclarece Bruno sobre a linha de sofrimento que é desencadeada com as pessoas envolvidas.

Segundo Bruno, o Médico Veterinário é um profissional treinado para preservar a vida e a frustração com a perda de algum animal que não resista aos tratamentos acarreta em estresse na família dos tutores, mas se estende ao colega que faz o possível e não obtem a resposta esperada. “Nós procuramos compreender o sofrimento das partes e conversamos com ambos. Desta forma a gente acredita que conseguimos manter um bom ambiente de trabalho e de relação com os nossos clientes”. Esclarece, o diretor do Hospital Veterinari.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF