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Hoje, na abertura do Quadragésimo Congresso Brasileiro da ANCLIVEPA gostaria de destacar que é cada vez mais comum ver animais de estimação ocupando lugar de destaque dentro das residências. Os bichinhos, que antes eram simples companhias, se tornaram, em muitos lares, o status de “filhos” e as famílias passaram a ser definidas como “famílias multi-espécies”. A mudança no comportamento das famílias é só uma das evidências de que o Mercado de Pet no Brasil se expande cada vez mais.

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Baseando-se na estatística brasileira mais recente (de 2013), existem quase 200 milhões de pets no Brasil. Essa população enorme gera um faturamento também impressionante para o setor: R$ 20 bilhões ao ano. Dentro desse mercado o segmento de saúde animal passou do 9º para o 1º lugar, onde circulam cerca de R$ 600 milhões anualmente.

O nicho de mercado vem migrando da medicina veterinária curativa para a preventiva. Comparando com outros mercados, o pet, hoje, é maior do que o de casamentos e, acreditem, maior que o mercado do futebol. Grandes empresas estão investindo na área com foco na medicina-veterinária e isso é, e será cada vez mais o “grande segmento no mercado de pets”. Neste sentido, vislumbro para um futuro bem próximo que os jovens que vão se graduar na profissão farão posteriormente, não somente uma pós-graduação em Clínica Médica ou Cirúrgica, mas também, em Marketing e Gestão, a fim de aprimorar seu atendimento ao cliente.

Entendo que o segmento da Clínica Médica Veterinária é amplamente desenvolvido dentro dos Cursos de Medicina Veterinária, e que formam profissionais generalistas capazes de atuar em qualquer uma das diversas áreas profissionais da carreira. Mas a Sociedade Brasileira, isto é, o mercado consumidor está mais exigente, e a nossa função, como profissionais que somos, é acompanhar às demandas desta Sociedade.

Desta forma, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal CRMV/DF se dedica a fomentar o aprimoramento constante dos profissionais e, neste sentido, apóia às ações que a ANCLIVEPA desenvolve. Tenham certeza que o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal está preparado para dar início à importante jornada no caminho da valorização da nossa profissão, assim, reforçando a importância do médico-veterinário perante à Sociedade.

Médico Veterinário Laurício Monteiro Cruz

Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal

Presidente

O Congresso Brasileira da Anclivepa – CBA Brasília 2019 teve início na manhã desta quinta-feira (16/maio), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Na abertura, participaram o presidente da Anclivepa Brasil, Marcello Rodrigues da Roza, a presidente da Anclivepa DF, Andrea Moraes Carneiro, o presidente do CRMV-DF, Laurício Monteiro Cruz, o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, a presidente da Anclivepa Alagoas (sede CBA 2020) e o deputado Fred Costa.

Ao abrir a cerimônia, Andrea Carneiro demonstrou o diferencial do evento que traz uma série de atividades de inclusão social e ambiental “Nosso congresso traz novidades, como nosso projeto de mini-gentilezas, promoção de plantio de árvores e interação com pessoas de Síndrome de Down” destacou a presidente do congresso que também convidou todos os congressistas a participarem.

Por sua vez, Marcello Roza despediu-se da Anclivepa Brasil. Ele chega ao final de seu mandato da entidade, agradeceu seus colegas de gestão. “Eu deixo a Anclivepa Brasil satisfeito, por trabalhamos e com apoio dos colegas da diretoria e dos conselhos consultivos e fiscal, conseguimos alcançar nossos objetivos. ” Ele também pontuou suas conquistas a frente da entidade. “Nós conseguimos uma boa parceria com a editora SECAD com o programa de educação continuada impressa PROMOVET, com módulos de livros; as palestras do “Terças-Nobres” que são publicadas toda última terça-feira de cada mês; a instalação do sistema de cadastro de associados, que reúne todas as anclivepas; parcerias com o Instituto Inova de São Paulo e a Fundação Getúlio Vargas. ” Explica Marcello.

Já o presidente do CRMV-DF, Laurício Monteiro Cruz, usou o termo “família multi-espécie” para destacar a presença de animais de companhia no leito familiar. “Os bichinhos, que antes eram uma simples companhia, acabaram, em muitos lares, ganhando o status de 'filhos' e as famílias passaram a ser definidas como 'famílias multi-espécies'. A mudança no comportamento das famílias é só uma das evidências de que o Mercado de Pets no Brasil se expande cada vez mais.Hoje nossos animais não são apenas bichos de estimação, mas em muitos lares eles se tornaram membros da família”. Justificou o Laurício que também destacou o crescimento do mercado Pet no país e que a população de cães e animais de companhia já chegam a 200 milhões, segundo o IBGE.

lauricio

O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV, defendeu a importância dos clínicos de pequenos animais afirmando ser um “gateiro”. “Eu sou um gateiro, tenho sete gatos em casa” em seguida ele destacou que o País é a segunda maior população de animais pet do mundo.

Representando o parlamento brasileiro, o Deputado Federal, Fred Costa parabenizou os organizadores pelo evento e pontuou que conduz a bandeira de bem-estar animal e enfatizou a sua opinião contra os cursos EAD, para a medicina-veterinária e profissões vinculadas a saúde. “Eu não levaria o meu animal de estimação em um profissional formado a distância” bradou o deputado.

 

Homenagens e premiações

O tradicional prêmio veterinário do ano, oferecido pela VetNil em parceria com a Anclivepa Brasil, foi entregue pelo seu representante, Cristiano Sá. O agraciado desta vez foi o médico-veterinário Paulo Cesar Jarck.

Ainda na abertura do evento, verdadeiros “heróis” também receberam homenagens do congresso. O grupo de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiro Militar do Distrito Federal, receberam uma placa em agradecimento pelos valorosos serviços prestados a comunidade de Brumadinho-MG, em apoio as forças de segurança da região. Os cães também receberam medalhas.

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O Congresso Brasileiro da Anclivepa está em sua 40º Edição e pela segunda vez em Brasília. O evento oferece a seus congressistas palestras voltadas a médicos-veterinários e estudantes além de uma feira de negócios onde os participantes podem conhecer novos equipamentos e produtos médicos-veterinários.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

Mais claro e abrangente, o novo Código de Ética do Zootecnista foi aprovado em plenária pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), no dia 11 de abril, em Brasília (DF). Após 37 anos da primeira versão, o documento foi instituído pela Resolução nº 1267/2019 e publicado hoje no Diário Oficial da União. Ele entra em vigor na próxima segunda-feira, 13 de maio, data em que se comemora o Dia do Zootecnista.

As mudanças visaram acompanhar as mudanças na evolução da profissão, bem como novas resoluções do CFMV e a legislação em geral. O juramento do zootecnista passa a figurar no documento, além de menções à importância do bem-estar animal e da genética, temas ainda incipientes para a profissão, em 1982.

Assessor técnico da presidência do conselho, Fernando Zachhi destaca as seguintes inovações:

- Com uma visão de saúde única, destaca a importância do papel do zootecnista na promoção do desenvolvimento sustentável, preservação e conservação dos recursos naturais, bem como na manutenção e melhoria da qualidade da vida humana e animal.

- Reforça o compromisso de respeito à comunidade, ao cliente, ao paciente e a outros profissionais, dando ênfase à sua responsabilidade civil e criminal.

- Elenca os deveres do zootecnista quando assume o papel de Responsável Técnico, disciplinando também questões nas quais possa haver conflito de interesses para os profissionais que tenham atribuição de fiscalização.

- Regulamenta a conduta profissional diante de publicações científicas, na propaganda pessoal e nas divulgações em veículos de comunicação de massa.

“O objetivo do novo código é preservar os bons profissionais e atualizar as regras de conduta no exercício da Zootecnia. Trata-se de uma grande conquista para os 8 mil zootecnistas atuantes no Brasil”, afirma Wendell José de Lima Melo, conselheiro efetivo do CFMV.

Juramento e preâmbulo

Além de atualizar direitos e deveres de acordo para ajustá-los à evolução da profissão, o novo código terá estampado o Juramento do Zootecnista (que não constava do documento) e um preâmbulo. A proposta desse texto inicial é apresentar os objetivos do documento (“regula os direitos e deveres do profissional em relação à comunidade, ao cliente, ao paciente, a outros profissionais, ao meio ambiente”), a importância de sua observância no exercício da profissão (“Para o exercício profissional com integridade, respeito, dignidade e consciência, o zootecnista deve observar as normas de ética profissional previstas neste código, na legislação vigente e pautar seus atos por princípios morais de modo a se fazer respeitar, preservando o prestígio e as nobres tradições da profissão.”) e reforça que “A fiscalização do cumprimento das normas éticas estabelecidas neste código é da competência dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CFMV

Os seres humanos, como alguns animais, são sociais e conseguem se organizar o convívio entre sí, de forma bastante complexa. Entre as formas de se organizar, podemos observar a reunião de pessoas de uma mesma profissão e a Zootecnia não fica de fora. E no dia 13 de maio de 2019, podemos refletir sobre o futuro dos colegas junto ao Zootecnista Guilherme José de Carvalho, um dos fundadores do CRMV-DF.

Guilherme José de Carvalho

Em 2003, quando a entidade foi instituída pela lei 10.673/2003, alguns colegas se reuniram e fizeram um chamamento para compor uma chapa e a Azoo-DF fez uma reunião e indicou o Guilherme para compor a chapa eleita para a primeira gestão, no cargo de Tesoureiro do CRMV-DF. Também participou da segunda gestão da entidade, com os diretores reeleitos.

Como agente político, Guilherme sempre gostou de participar de atividades associativas e com papel de liderança. “Na vizinhança onde vivo, participo de atividades pastorais da minha igreja, na época de estudante também era ativo nos grupos, presidente de associação de moradores. E logo que me formei, que vim para Brasília eu participei da criação da Azoo-DF e sempre tive envolvido com movimentos associativos.” Explicou o Zootecnista sobre a sua vocação de liderança.

Ele explica que gosta de participar de movimentos associativos e de política, mas ele prefere estar com a “mão na massa”. Segundo Guilherme, “Eu tenho uma preocupação social muito grande com o meio onde estou, mas se você perguntar com o que eu gosto de trabalhar, eu gosto é de estar com a mão na massa, de estar com os animais. Eu tenho uma foto que tirei recentemente, que estou com um bovino, que ele chegou perto de mim, abaixou a cabeça, para mim vai ficar como um foto antológica. O meu grande prazer é estar com os animais.” Declarou Guilherme sobre o que mais gosta de fazer.

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Ele nasceu no Rio de Janeiro mas veio morar em Brasília aos 12 anos de idade e conheceu a Zootecnia pela vontade que tinha de trabalhar em contato com os animais. “Quando eu alcancei a idade de fazer vestibular, não conhecia a zootecnia, como muitas pessoas não conhecem, alguns colegas que foram estudar na Escola Superior de Ciências Agrárias, em Rio Verde-GO, me falaram da profissão e eu me interessei. Fui estudar lá. Até hoje, tudo que tenho e sou é fruto do trabalho na área de zootecnia”, explicou Guilherme.

O zootecnista relata que a sua primeira atividade profissional, não remunerada, no Rio de Janeiro, chamada Barão de Juparanã, com bovinocultura de leite, mas o primeiro emprego veio logo depois em uma fazenda em Pirapora e lá foi o seu primeiro emprego como zootecnista. Como a distância da família e de sua namorada (hoje sua esposa) começou a pesar, voltou para Brasília foi trabalhar em uma empresa chamada RuralPlan, de planejamento Agropecuário. “A empresa era muito legal, me ensinou muita coisa. Durante um tempo eu trabalhei com vistoria de investimentos e custeios, mas esta empresa passou em minha vida e logo depois eu fui trabalhar na antiga empresa ‘Só Frango’, hoje chamada de Asa Alimentos, responsável pela granja experimental, na área de avicultura, alimentação, manejo, produção de pintinhos”.

Ainda profissionalmente, ele saiu da área privada quando passou em um concurso da antiga Funasa. Daí por diante foi chamado pela Secretaria de Educação do DF, para ser professor Zootecnista na Escola Agrícola. “Neste período eu concluí o meu mestrado e comecei a ministrar aulas em faculdades da região. Quando cursava o meu doutorado, tive que parar, já que recebi um convite para ser coordenador do curso de Zootecnia da UPIS, onde estou hoje”.

Guilherme José de Carvalho é um zootecnista que já tem uma longa trajetória, mostra que, com persistência e dedicação cada um pode alcançar os seus desejos, seja dentro ou fora de Brasília, já que a profissão oferece uma ampla área de atuação.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

A Comissão Nacional de Tecnologia e Higiene Alimentar, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Contha/CFMV) está empenhada em trabalhar de forma articulada com as comissões dos Conselhos Regionais (CRMVs) e, por isso, nesta quinta-feira (2/5), reuniu-se com representantes de 17 estados para definir uma agenda de trabalho comum que permita uma atuação padronizada do Sistema CFMV/CRMVs. O encontro ocorreu durante o 15º Congresso Brasileiro de Higienistas de Alimentos, em Maceió (AL).

“Nosso objetivo é uniformizar e alinhar o trabalho de todas as comissões regionais com as estratégias da Comissão Nacional, fortalecendo as ações na área de alimentos”, disse o presidente da Contha, José Maria dos Santos Filho.

Os especialistas definiram estratégias para sugerir treinamentos voltados aos responsáveis técnicos (RTs); estabeleceram ações para propor aumento da carga horária de inspeção de alimentos na formação universitária dos médicos-veterinários; e pensaram em possibilidades de parcerias com os serviços de inspeção federal, estadual e municipal para mapear os RTs da área de alimentos, visando facilitar as ações de fiscalização do exercício profissional dos CRMVs.

 

Nacional

A reunião da Contha, no entanto, teve início ontem. No primeiro dia, seus membros apresentaram ao presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti, o balanço dos trabalhos do ano passado uma proposta para mapear os programas reconhecidos no Brasil que trabalham no combate à comercialização de alimentos clandestinos.

“Queremos apoiar os projetos públicos com eficiência comprovada para informar à sociedade e minimizar o consumo de alimentos sem procedência tão prejudiciais à saúde da população”, garantiu Santos Filho.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CFMV