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“Não existir competição, mas acima de tudo colaboração e companheirismo” afirmou ao encerrar entrevista sobre a trabalho da mulher na medicina veterinária. Tânia Lyra foi esposa do Méd. Vet. Décio de Araújo Lyra, um dos idealizadores do CFMV, junto ao primeiro presidente da entidade, Yvo Torturela. Ela conta que enfrentou várias situações de machismo por onde passou e como as contornou.

A medicina veterinária foi uma escolha fácil, segundo Tânia. Ela morava próximo a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e se casou muito jovem com um Médico Veterinário. Dentro de casa, recebiam amigos da área e nas rodas de conversa tratavam de vários assuntos, entre eles a Medicina Veterinária e com alguns pontos específicos, como a Febre Aftosa. Estes amigos eram Yvo Torturela, primeiro presidente do CFMV e Ubiratã Mendes Ferrão que juntos criaram a primeira campanha de combate a febre aftosa.

“Na Medicina Veterinária eu ingressei em 1966, naquela época éramos poucas mulheres, não chegava a 10% da turma. Tinham algumas disciplinas que alguns professores diziam que mulheres não devem se interessar”, no sentido de acreditar que o assunto não fosse interessante a elas.

Ela provou o contrário, logo após ter se formado, passou no concurso de professor da mesma universidade ela era uma das primeiras professoras, tentando se recordar, acredita que era ela e mais uma ou duas colegas. “No primeiro dia de aula, ao entrar na sala de aula, ouvi assobios, mas tentei lidar da melhor maneira e falei: ‘vejo que a mulher foi aprovada, agora vamos ouvir a professora?’ Todos se calaram e não houve mais situações como aquela”. Daí por diante, Tânia conquistou o respeito de todos com a sua competência e profissionalismo.

Alguns anos depois, veio morar em Brasília e trabalhou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por um longo período, onde pode oferecer o seu trabalho na área de sanidade animal. “Algumas vezes ouvi sobre mim relatos como: ‘ela é vaidosa’, ‘ela é arrogante’” em consequência de alguma determinação de responsabilidade do meu cargo, que se a mesma coisa fosse feita por um homem, acredito que seria entendida como ‘este homem tem segurança’ ou ‘ele tem firmeza’” reporta o fato que ocorreu em sua passagem pelo MAPA.

Ela também participou da criação do primeiro curso de Medicina Veterinária do Distrito Federal. Tânia se recorda com satisfação da sua época de docência e dos alunos que se tornaram colegas de trabalho e de profissão. Uma delas, hoje é Secretária-Geral do CRMV-DF, Dra Waleska Coelho Sajnovich Gouveia

Ao longo dos seus 74 anos de idade e uma linda história recheada de conquistas frutos de muito trabalho e estudo, ela recomenda colegas: “Acima de tudo tem que ser profissionais com entusiasmo. Por que, com entusiasmo, você tem um deus dentro de si. Você tendo crença na sua profissão, você estuda, você cresce, você é respeitada pelo seu caráter e pela sua competência.” Aconselha todas as colegas de profissão.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

29 de março de 2019

O médico veterinário e zootecnista são profissionais que trabalham diretamente com animais, proporcionando o seu bem-estar, ao mesmo tempo que cuida de sua saúde, também cuida da saúde humana. Mas como imaginar estes profissionais trabalhando a favor do desenvolvimento social de uma região? Uma comunidade? Pois saiba que isto é possível e é feito pelos profissionais que trabalham na Empresa de Assistência Técnica e Extensão rural do Distrito Federal - Emater-DF.

Segundo a Gerente de Desenvolvimento Agropecuário, Médica Veterinária, Flávia de Carvalho Lage e a Coordenadora de Programa Agropecuário e Produção Orgânica, Zootecnista Isabela Carlota Souza Belo, ambas da EMATER-DF, explicam como é o dia-a-dia de trabalho na empresa. A equipe de trabalho é multidisciplinar e tem como principal objetivo auxiliar pequenos e médios produtores rurais a produzirem alimentos de qualidade, aproveitando da melhor maneira os recursos que tem.

mulheres na EMATER

Isabela e Flávia

 

Em sua coordenação, Isabela reporta o trabalho voltado ao equilíbrio ambiental paralelo a produção de alimentos de origem animal. “Como zootecnista procuramos oferecer conhecimento para melhor produzir alimentos, mas com a preocupação de não agredir o meio ambiente” explica Isabela.

Ao tentar ilustrar casos de sucesso, as duas profissões se complementam. Ao mesmo tempo que o médico veterinário se preocupa com a sanidade animal, abordando questões clínicas e de vacinação, quando chega a vez de abordar a alimentação e o manejo, o zootecnista entra e torna o resultado ainda mais viável, afirmam as profissionais. “Nós nos complementamos, medicina veterinária, zootecnia e outras profissões que também estão no campo, como as ciências agrárias.” Explica Flávia ao tentar ilustrar o dia-a-dia de trabalho da Emater.

Mulher no campo

Elas têm diferentes opiniões sobre o modo como as mulheres são recepcionadas no trabalho do campo, que por muitos anos foi considerado uma área com predominância masculina. Flávia, que é médica veterinária, reconhece que a diferença física em alguns momentos fazem diferença, mas nada que impeça o desempenho do trabalho. “Existem técnicas que diminuem a necessidade da força, então é a hora de lançar mão do conhecimento e a experiência que adquirimos ao longo dos anos.” Mas no meio dos profissionais, hoje em dia as mulheres chegam a ser maioria, tanto nas faculdades, quando nas empresas e já aparecem mais em cargos de chefia, reporta Flávia.

A zootecnista Isabela reporta que os clientes homens se comportam com um pouco de desconfiança. “Vejo que alguns deles demonstram insegurança em aceitar nossas orientações, mas com a obtenção de resultados, o comportamento logo muda” explica. Ela relata que o cenário vem mudando, até porque vêm aumentando o número de clientes mulheres. “Observamos que o perfil do nosso cliente tem mudado. Temos mais mulheres desempenhando atividades no campo, assumindo a sua vocação. ” Ela entende que em outros tempos, as mulheres que gostariam de trabalhar na terra, liderando equipes não tinham espaço, em consequência da predominância masculina no campo.

A Emater

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal – Emater-DF, foi instituída em 1978. Trata-se de uma empresa pública, vinculada à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF e criada com o objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável e a segurança alimentar, por meio de Assistência Técnica e Extensão Rural de excelência e em benefício da sociedade do DF e Entorno.

A empresa realiza cerca de 120 mil atendimentos por ano, por meio de diversos métodos como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo, reuniões técnicas entre outros. São esses métodos que aproximam os produtores rurais das inovações e orientações levadas pela extensão rural do DF. Na área social, a Emater-DF leva orientações sobre aposentadoria rural, benefícios sociais e políticas públicas de inclusão.

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

27 de março de 2019

A Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – SEAGRI/DF está com inscrições abertas para cursos destinados aos Médicos Veterinários que possuem interesse em atuar na área do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE) e como Responsável Técnico para eventos agropecuários no Distrito Federal.

O CURSO DE HABILITAÇÃO DE MÉDICOS VETERINÁRIOS PARA O PNSE estará com inscrições abertas até o dia 31 de maio de 2019 e ocorrerá nos dias 17 e 18 de junho de 2019. É destinado aos médicos veterinários que pretendem trabalhar com colheita de amostras de sangue para o diagnostico de mormo e anemia infecciosa equina (AIE).

Após o preenchimento do formulário de requerimento (https://goo.gl/a9YVg9) o interessado receberá um e-mail com as demais informações necessárias para o cadastramento junto a SEAGRI/DF.

O CURSO PARA CREDENCIAMENTO DE MÉDICOS VETERINÁRIOS HABILITADOS PARA A ATUAÇÃO COMO RESPONSÁVEL TÉCNICO (RT) EM EVENTOS AGROPECUÁRIOS NO DISTRITO FEDERAL está com inscrições abertas e ocorrerá sob demanda ou semestralmente. A Habilitação dos médicos veterinários compete ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) de acordo com a IN nº 22/2013 , devendo o interessado encaminhar as documentações exigidas nesta instrução normativa ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Após o encaminhamento da documentação a SEAGRI/DF entrará em contato com o médico veterinário com informações necessárias para a participação no curso de credenciamento, previsto pela Portaria nº 45/2018 – SEAGRI/DF.

Fonte: Seagri-DF

19 de março de 2019

O amor pelos animais. Este foi o motivo que fez Betânia Pereira Borges (médica veterinária) e a Ana Raquel Gomes Faria (Zootecnista) escolherem a suas profissões. Hoje elas trabalham no Zoológico de Brasília e fazem parte da equipe de cuidados dos animais.

Elas são desafiadas constantemente adaptar os alimentos dos animais de diferentes lugares do mundo além de terem que observar diariamente ao comportamento de cada animal, atentos a qualquer mudança. Estes são alguns aspectos que fazem parte da rotina dos Médicos Veterinários e Zootecnistas da entidade que fazem o máximo para reproduzir o habitat natural dos animais que lá moram.

A Médica Veterinária, Betânia Pereira Borges, no zoológico a 5 anos, explica que o trabalho é bastante amplo, já que são vários os animais e de diferentes espécies são tratados todos os dias. “Nós cuidamos desde um canário a um elefante. Daí dá para se ter uma ideia”, compara a profissional. No entanto, ela explica também que, os animais têm uma rotina de cuidados programada, como vermifugação e vacinação que estão anotados e que eles cumprem rigorosamente. Fora isso é observar o comportamento deles, assim como os animais domésticos.

“Tem gente que diz que os animais do zoológico ‘não tem dono’, mas não é bem assim. Aqui os tratadores desempenham bem este papel, eles têm um laço bastante forte eles. No dia que eles não estão bem, logo nos avisam”. Segundo Betânia, os tratadores têm os animais como seus tutelados, que consultam os médicos veterinários assim que observam algo diferente. No dia que eles estão se comportando diferente do habitual, ou observa irregularidade na alimentação, nas fezes, logo vão ao médico veterinário.

A Zootecnista, Ana Raquel Gomes Faria, trabalha no zoológico a 14 anos, afirma que os animais são sua paixão, desde criança, em especial os silvestres. Ela encontrou na Zootecnia uma forma de tê-los por perto em seu ambiente de trabalho. “Assim como Betânia disse, o nosso trabalho no zoológico é amplo, além de termos desafios constantes” relatou. Ela explica que adaptar a alimentação do habitat de cada animal não é tarefa fácil e exige muita pesquisa, já que alguns animais são pouco observados e a oferta de literatura é escassa, com pouca ou nenhuma informação sobre hábitos alimentares.

Betânia e Ana Raquel

Ana Raquel e Betânia

 

O Zoológico de Brasília conta com dois Zootecnistas, quatro Médicos Veterinários e dois residentes.

Mulheres no zoológico

Betânia e Ana Raquel concordam que o fato de ser mulher no zoológico não é um problema. Os colegas as receberam muito bem, apesar de ter ingressado na entidade em épocas diferentes. Ana relata que na faculdade, a maioria eram homens. “O curso tinha em sua maioria homens e interessados em silvestres era ainda mais difícil encontrar uma mulher, mas isso nunca foi um problema.” Explicou. Betânia relatou que na medicina veterinária acontecia o contrário, a maioria dos estudantes eram mulheres. “Eu gosto muito de trabalhar aqui. Ninguém nunca me tratou com diferença por ser mulher, sempre me respeitaram.”

Ser mulher no zoológico, segundo a médica veterinária e a zootecnista nunca foi problema no dia-a-dia de trabalho. Este é um ótimo exemplo para quem ainda enxerga diferenças profissionais entre homens e mulheres. Parabéns a elas que demonstram o seu profissionalismo e competência em um lugar tão querido pela população de Brasília e que representam tão bem estas profissões, tão especiais, a medicina veterinária e a zootecnia.

Assessoria de Comunicação do CRMV-DF

25 de março de 2019

O Senado Federal realizou sessão solene em homenagem a instituições da Medicina Veterinária, na segunda-feira (18). A sessão comemorou os 110 anos de criação da Diretoria de Indústria Animal, os 36 anos da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet) — com destaque para seu presidente, professor Milton Thiago de Mello — e os 99 anos da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (SBMV). O CRMV-DF participou da solenidade representado pelo seu Assessor Técnico, Roberto Gomes Carneiro.

O presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida foi convidado a compor a mesa do Senado ao lado de autoridades, colegas de profissão e representantes da agropecuária brasileira, entre eles o presidente da mesa do evento, senador Wellington Fagundes (PR-MT) e a autoridade do Exército, general de Brigada Pedro Canazio.

Em seu discurso, o presidente do CFMV falou sobre o protagonismo da Medicina Veterinária na economia e na vida da população brasileira e a importância dos médicos-veterinários na proteção da saúde animal e no desenvolvimento do agronegócio no país. Atualmente, o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) tem 161 mil médicos-veterinários registrados.

“Destaco o trabalho de um profissional, em especial, que considero como exemplo à classe pelo seu desempenho e pioneirismo: Doutor Milton Thiago de Mello, 103 anos. Ele é referência por sua dedicação, treinamento continuado e pela brilhante carreira construída”, disse Almeida.

O presidente do CFMV lembrou a trajetória do colega. “Milton Thiago de Melo criou centros de combate à peste bubônica, trabalhou em pesquisas sobre brucelose e conquistou uma vasta experiência com primatas no interior da Amazônia, inclusive em aldeias indígenas”. Ao final do discurso, ele agradeceu os esforços e a atuação dos presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária para o sucesso da profissão.

O senador Wellington Fagundes detalhou, em suas palavras, a história da Medicina Veterinária e suas instituições. Ele discorreu sobre o momento de singular dinamismo e de grandes conquistas que a profissão passa atualmente. “Mesmo com a premência do tempo, este encontro também nos permite perceber que o sucesso do agronegócio está umbilicalmente ligado ao trabalho desses profissionais”, disse, e complementou: "Destaco Milton Thiago de Melo, que aos 103 anos goza de plena saúde, lúcido e muito produtivo, sendo o autor de inúmeros livros e de mais de 150 trabalhos científicos”.

Milton Thiago de Mello agradeceu a todos pelas palavras e homenagem, ressaltando que ainda tem mais a viver pela profissão. “O grande segredo de uma boa saúde é ter amigos”, comentou.

Também fizeram parte da mesa do evento: o secretário em exercício de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Flávio Bittarelo; o vice-presidente da Federação Nacional de Medicina Veterinária, José Pinto Rocha; presidente e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, Luiz Cecílio e Josélio Moura; e o presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, Milton Thiago de Mello.

Prestigiaram a sessão, também representando o CFMV, o secretário-geral, Helio Blume; o tesoureiro, Wanderson Alves Ferreira; o asessor jurídico, Rodrigo Montezuma; e a assessora da presidência do Conselho, Erivânia Camelo. Além disso, participaram do evento os presidentes dos CRMVs dos estados da Bahia, Altair Santana de Oliveira; do Espírito Santo, Marcus Campos Braun; do Paraná, Rodrigo Távora Mira; de Santa Catarina, Marcos Vinícius de Oliveira Neves; do vice-presidente do Mato Grosso, Roberto Renato Pinheiro da Silva; e o Assessor Técnico do Distrito Federal, Roberto Gomes Carneiro.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do CRMV-DF

19 de março de 2019