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Com o objetivo de melhorar a comunicação entre o CRMV-DF e os Médicos Veterinários e Zootecnistas, o presidente da entidade, Médico Veterinário Laurício Monteiro da Cruz, criou a Câmara Técnica de Comunicação do CRMV-DF, publicada pela Portaria nº 1, de 24 de janeiro de 2018. Entre as ações pretendidas pelo grupo de trabalho é fazer uso dos principais veículos de comunicação digital, como redes sociais e aplicativos de comunicação, além do aperfeiçoamento do uso do nosso portal www.crmvdf.org.br.

Os componentes da Câmara Técnica de Comunicação, são:

Med.Vet. José Henrique da Silva - CRMV-DF nº 3791;

Méd. Vet. Raquel Pires Prater - CRMV-DF nº 3319;

Méd. Vet. Waleska Coelho Sajnovisch de Gouveia -CRMV-DF nº 1381;

Zoot. Luci Sayori Murata – CRMV-DF nº 0149/Z;

Assessor de Comunicação do CRMV-DF Wellington Leão De Oliveira;

Assessor de TI do CRMV-DF Fábio Oliveira Milhomem;

Agente de Fiscalização Antônia Erivanúzia Araújo Macêdo Matrícula nº 029;

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do CRMV-DF

As anilhas são uma espécie de carteira de identidade dada pelo Ibama a aves silvestres nascidas em cativeiro de criadores amadoristas, cujo objetivo é a preservação e conservação do patrimônio genético, sem finalidade comercial. As identificações são inseridas nas patas dos pássaros ainda filhotes, com poucos dias de vida.

Normalmente, as anilhas são feitas em alumínio ou em aço inox. Por se tratar de material maleável, o alumínio facilita a adulteração e o transporte clandestino de espécies da fauna silvestre, inclusive aquelas ameaçadas de extinção.

Com o objetivo de dificultar o comércio ilegal de animais no Sistema Informatizado de Gestão da Criação Amadora de Passeriformes (Sispass), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou, a este mês, a Instrução Normativa do Ibama (IN) n° 14 de 2017, no Diário Oficial da União. A nova norma proíbe o trânsito interestadual de aves marcadas com anilhas de alumínio.

Em 2011, a instituição já havia estabelecido regras para fabricação e distribuição de anilhas em aço inox para criadores de aves silvestres, instituindo as etapas do processo de credenciamento das fábricas dessas anilhas.

De acordo com o Ibama, a IN nº 14 reforça o combate ao tráfico interestadual de pássaros, mas precisa ser estendida ao trânsito que ocorre dentro dos estados por normas editadas pelos órgãos estaduais de meio ambiente.

“A anilha deve ser um instrumento de marcação inviolável. As fraudes possibilitam que animais capturados ilegalmente na natureza sejam usados e vendidos como se tivessem nascido em cativeiro”, alerta o órgão, em nota.

A criação amadorista de pássaros está regulamentada desde a década de 1970. As aves podem ser mantidas e reproduzidas em cativeiro por criadores autorizados desde que não ocorra captura na natureza.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CFMV

A Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22) autorizou a redução da dose da vacina contra a aftosa de 5 mililitros para 2 mililitros. Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações locais. Calendário a ser divulgado pelo Mapa informará sobre o período de transição da dose da vacina.

Alguns países, como Argentina, Uruguai e Bolívia já adotam essa prática, com resultados satisfatórios, tanto em relação à diminuição às reações, quanto na preservação da potência da vacina. Em que pesem essas experiências, a adequação dos métodos de controle de potência e de tolerância que serão submetidas cada partida de vacina produzida, garantirão a eficácia e a segurança do produto.

O componente oleoso, que tem a finalidade de promover imunidade mais longa, é também um dos principais responsáveis pela indução de reações do tipo alérgica no local da aplicação.

Considerando a não ocorrência de focos da doença no país, desde 2005, e a tendência de suspensão gradativa da vacinação, a área técnica do Mapa concluiu não haver necessidade de utilização de vacinas que induzam resposta rápida, mas que assegurem a manutenção de resposta longa. Dessa forma, também foi alterarada a avaliação da potência de cada partida de vacina de 28 para 56 dias pós-vacinação, para as vacinas já registradas, e a implantação da avaliação aos 168 dias pós-vacinação, além da avaliação aos 56 dias, para vacinas em processo de registro ou de alteração pós registro.

A atualização do teste de estabilidade da emulsão visa melhor avaliar a qualidade da produção da vacina no que refere à consistência do processo de emulsificação para garantir a emulsão água em óleo. Isso, em razão da alteração do volume do conteúdo da vacina nos frascos, gerada pela redução da dose e da mudança na densidade da fase aquosa, em razão da alteração na proporção da massa antigênica dos antígenos “O” e “A”, ocorrida após a recente retirada do vírus “C” da composição da vacina.

O teste de tolerância é realizado por meio da vacinação de um grupo de animais e posterior observação no local da aplicação, de eventual ocorrência de nódulos, os quais devem ser mensurados. A metodologia atual prevê a vacinação pela via intramuscular profunda que, por essa razão não possibilita uma visualização adequada de nódulos, nem permite mensuração de forma adequada. A mudança para a via subcutânea permitirá avaliação mais eficiente.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Agricultura

Existe um ditado que diz, “Dê tempo ao tempo” para superar situações de dificuldade. O tempo não só cura, mas nos torna mais fortes, já que os anos se passam e nós agregamos cada vez mais sabedoria. Desta forma podemos imaginar um colega de profissão que completa este ano, 102 anos de vida e 80 de profissão. Este é o Médico Veterinário Milton Thiago de Mello, presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abravet). Cheio de vitalidade e irreverência, estar antenado na atual conjuntura política, social e econômica do país e têm ideias inovadoras para o futuro da profissão no Brasil.

O presidente do CRMV-DF, Laurício Monteiro da Cruz visitou o colega, no dia 24 de janeiro, em sua residência no Lago Norte, em Brasília para um bate papo, recheado de histórias e conselhos para a vida e para o futuro da medicina veterinária.

 

Milton Thiago e Laurício

Como tudo começou

Milton, quando criança, em seu primeiro contato com as ciências, tomou gosto pela biologia no ensino secundário (equiparado ao ensino médio atual). Aos 16 ingressou no serviço militar voluntário do Exército Brasileiro, serviu como soldado por um ano. Como o quartel era próximo a Escola de Veterinária do Exército, animou-se, fez o vestibular, passou e cursou Medicina Veterinária, formando-se em 1937. Dalí em diante a sua carreira iniciou como 2º Tenente do Exército.

Ele serviu a entidade até o posto de Coronel, em 1969. Foi lá que iniciou a sua vida de pesquisador, na área de microbiologia. Seus trabalhos contribuíram bastante sobre o conhecimento da Brucelose. Saindo do exército trabalhou na Fundação Osvaldo Cruz, fez consultoria internacional para órgãos como a OMS e FAO, Ministério da Saúde do México, República Dominicana, entre tantas outras representações, como Zoológico de Brasília e Universidade de Brasília. Nesses anos foi professor, pesquisador, orientador, consultor, além de participar de entidades de classe, como ainda faz hoje, na Academia Brasileira de Medicina Veterinária.

Perspectiva da profissão para o futuro da profissão

“Chega de planejamento, está na hora do ‘Fazejamento’”, explica Milton, ao se referir a muitas reuniões e nada de execução de projetos. “Eu acho que nós Médicos Veterinários, temos grande responsabilidade com o país. Precisamos de alguém que assumam responsabilidades”, complementa sobre o que ele imagina para a profissão nos próximos anos.

Em um contexto histórico, Milton relata que a humanidade passou por incríveis transformações a partir de fatos e interesses que envolvem todas as nações. Milton explica que na revolução industrial, a Inglaterra se destacou com o uso de máquinas movidas a carvão mineral e madeira de suas colônias. Depois, nos Estados Unidos, substituíram a matriz energética por combustíveis a base de petróleo. Hoje, com o crescimento da população mundial, o grande alerta é sobre a produção de alimentos, “a próxima revolução”. E é neste contexto que surge uma grande oportunidade para o Brasil e para a medicina veterinária.

Segundo Milton, em seu livro “O Veterinário na Segurança Alimentar, Passado, Presente e Futuro, de 2015, explica que o Brasil tem um grande potencial de produção de alimentos, 3 de origem vegetal e 3 de origem animal, são eles, respectivamente: Soja, Milho e Café e carnes bovina, suína e de aves. “A moeda do futuro será o alimento, e toda produção de alimentos de origem animal necessitará de veterinários qualificados” esclarece.

E onde o Médico Veterinário entra nessa história? Na criação e inspeção de animais de produção. Milton usa a figura de um “Rolo compressor” referindo-se ao agronegócio. Cada dia mais exigente e com demandas específicas, como exigências de Bem-Estar Animal, sanitárias e de rastreabilidade. Segundo o estudioso, o país não tem a quantidade ideal de frigoríficos para atender esta demanda e também não tem, em quantidade e em qualidade, profissionais preparados para atende-la. Como a conta não fecha, o mercado brasileiro seria “atropelado”.

“Convergência dos astros”

Este ano, o Dr Milton alegra-se com o que ele chama de “Convergência dos Astros”, já que no dia 25 de janeiro, o recém empossado presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti recebeu os presidentes das presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, Luiz Carlos Rodrigues Cecílio; o ex-presidente do CFMV, Rene Dubois; o presidente da Anclivepa Brasil, Marcello Roza; o presidente da Sociedade Brasileira de Zootecnia, Patrick Schmidt e o presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas, Marinaldo Divino Ribeiro. Milton Thiago foi como vice-presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, para conversar e promover a união de todas elas. Na ocasião ele afirmou que “Temos uma responsabilidade muito grande, não com a profissão, não com os médicos veterinários registrados no Conselho, temos uma responsabilidade grande com o Brasil” explicou.

Ao ser perguntado sobre o que fez ser procurado por entidades nacionais e internacionais, para trabalho ou consultoria, ele responde que “sempre busquei fazer um pouco mais do que a minha obrigação”. Em seguida, deixou um recado para os profissionais que estão com a sua carreira em curso e aos estudantes: “Busque uma nova obrigação. Não necessita de fazer nada além de sua.”

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

entrega de livros PRinc diploma

Ao final de 2017, o Governo do Distrito Federal registrou um caso de Raiva em um bovino, no Distrito Federal. O caso repercutiu entre veículos de comunicação e a sociedade. O caso foi o 5º do ano e felizmente não houve registro de casos da doença em humanos. Mas é importante que a sociedade permaneça em atenção, sobretudo os médicos veterinários.

A doença pode acometer os mamíferos em geral, tendo como principal meio de contaminação o contato com a saliva do animal doente por meio de mordeduras, arranhaduras e lambeduras. A sintomatologia da doença pode variar bastante dependendo do animal infectado e da variante do vírus rábico que está envolvido na infecção. Trata-se de uma encefalite aguda, que leva as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos, sendo uma das mais antigas doenças conhecidas. Ainda nos dias atuais, a raiva representa um sério problema de saúde pública e produz grandes prejuízos econômicos à pecuária.

O período de incubação em cães e gatos é, em geral, de 15 dias a 2 meses. Na fase prodrômica, os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Observa-se a ocorrência de anorexia, irritação ou prurido na região de penetração do vírus e uma ligeira elevação da temperatura. Após um a três dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão ou gato se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, o homem (inclusive o seu proprietário) e morder a si mesmo, muitas vezes provocando graves ferimentos. A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Em cães há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, devido à paralisia parcial das cordas vocais. Na fase final da doença, é frequente observar convulsões generalizadas, que são seguidas de incoordenação motora e paralisia do tronco e dos membros.

A forma “muda” da doença se caracteriza por predomínio de sintomas do tipo paralíticos, sendo a fase de excitação extremamente curta ou imperceptível. A paralisia começa pela musculatura da cabeça e do pescoço; o animal apresenta dificuldade de deglutição e suspeita-se de “engasgo”, quando então seu proprietário tenta ajudá-lo, expondo-se à infecção. A seguir, vêm a paralisia e a morte.

A raiva transmitida por morcegos hematófagos (principalmente o Desmodus rotundus) acomete principalmente animais de produção, porém hoje a transmissão da raiva por quirópteros (hematófagos ou não) está muito relacionada ao acometimento dos animais de companhia com cães e gatos e dos homens. Na raiva transmitida por morcegos o período de incubação é geralmente mais longo, com variação de 30 a 90 dias ou até mais. A sintomatologia predominante é da forma paralítica. Os animais infectados se afastam, apresentam as pupilas dilatadas e os pelos eriçados. É possível observar, também, lacrimejamento, catarro nasal e movimentos anormais das extremidades posteriores. Os acessos de fúria são raros, podendo se observar, no entanto, inquietação, tremores musculares e hipersensibilidade no local da mordedura, de modo que os animais podem até provocar automutilações. Com a evolução da doença, observam-se contrações tônico-clônicas e incoordenação motora; os animais apresentam dificuldade de deglutição e excesso de salivação. Os sinais de paralisia aparecem entre o segundo e terceiro dia após o início dos sintomas, sendo a duração da doença, geralmente, de dois a cinco dias.

É de grande importância que os médicos veterinários estejam atentos a estes sinais e sintomas, já que a doença não tem cura e pode matar.

O médico veterinário da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde do DF, Anderson Joaquim Pereira dos Santos, explica que os cinco casos de Raiva registrados no ano passado, dois ocorreram em bovinos, um em Planaltina e outro em Sobradinho. Os outros três casos foram em morcegos frugívoros, um na Asa Norte e os outros dois em Vicente Pires. Apesar de não ocorrer morcegos hematófagos em áreas urbanas, todos os morcegos podem transmitir a doença, assim o risco ainda é grande, explica Andersom. “Animais de companhia, como cães e gatos, podem entrar em contato com morcegos ou outros animais silvestres contaminados trazendo a doença para dentro do seio familiar, por isso é tão importante que se criem os animais de forma correta – não permitindo que os animais saiam sem supervisão e que a vacinação esteja sempre atualizada. ”

Anderson Vigilância Ambiental 2018

Segundo Anderson, a Raiva é uma doença 100% imunoprevinível, desde que a população de animais seja vacinada com regularidade. E no caso de contato com animais suspeitos deve-se buscar imediatamente atendimento médico. “O nosso único registro de raiva humana foi em 1978, já os últimos registros em cães e gatos ocorreram em 2000 e 2001 respectivamente. Apesar de não termos raiva humana, canina ou felina no Distrito Federal desde então, temos a circulação do vírus rábico tanto na área urbana quanto na área rural do DF. O vírus está aí e vai continuar, só depende de nós, médicos veterinários, profissionais que atuam na área animal, produtores rurais, proprietários, órgãos públicos de saúde, entre outros, mantermos a doença longe dos nossos animais e da população. ”

A população e profissionais em geral, principalmente os médicos veterinários, devem comunicar a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses casos suspeitos de raiva em animais assim como morcegos caídos. É de grande importância que os médicos veterinários, mesmo os que trabalham somente com saúde animal em suas clínicas e hospitais, fiquem atentos aos sintomas da doença, já que a saúde pública é responsabilidade de todos.

A Secretaria de Estado de Saúde do DF, por meio da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses – antigo Centro de Zoonoses – realiza o diagnóstico post mortem para raiva. Esse laboratório faz parte da rede nacional de diagnóstico de raiva e é referência para outros estados do Brasil. Qualquer médico veterinário pode encaminhar amostras ou até mesmo o animal para se realizar o diagnóstico em casos em que houver suspeita da doença. Para isso é necessário apenas um encaminhamento do profissional com dados simples como endereço e telefone do proprietário do animal e história clínica. É valido lembrar que não há nenhum tipo de cobrança para a realização do diagnóstico.

 

Serviço:

A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses se encontra no SAIN – Estrado Contorno do Bosque – Lote 04, ao lado do Hospital da Criança e do Hospital de Apoio de Brasília, para contato enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Vigilância Ambiental 2018