Notícias

O presidente Costa e Silva, no dia 04 de dezembro de 1968, sancionou a Lei 5.550 que dispõe sobre o exercício da profissão de Zootecnista. Todavia, o primeiro curso de Zootecnia no Brasil foi criado dois anos antes, precisamente no dia 13 de maio de 1966, na Pontifícia Universidade Católica de Uruguaiana no Rio Grande do Sul. Ao longo dos anos, foram surgindo vários cursos de Zootecnia no Brasil, e hoje, segundo dados do INEP através da “Sinopse Estatística da Educação – 2017” o Brasil possui 89 Instituições de Ensino Superior (69 públicas e 20 privadas) que oferecem 112 cursos (92 na IES públicas e 20 privadas), totalizando mais de 19.000 matriculas. Sendo estes cursos devidamente chancelados pelo Ministério da Educação.

Nestes 50 anos da Zootecnia no Brasil, o agronegócio avançou, colocando o país numa condição de destaque na produção de alimentos no mundo, e sem sombra de dúvidas, o profissional Zootecnista tem papel fundamental na produção de produtos de origem animal. Tendo em vista que este profissional atua na produção animal em todos os seus ramos e aspectos, de acordo com a Alínea a da Lei 5.550/1968, alínea "a". Esta atuação passa por diversas áreas do conhecimento, baseado nas diretrizes curriculares, descritas na Resolução Nº 4, de 2 de fevereiro de 2006 (CNE – MEC), que aponta as competências e habilidades mínimas dos zootecnistas. O que permite a este profissional atuar com diferentes espécies animais, visando ao aumento de sua produtividade e ao bem-estar animal, suprindo suas exigências, com equilíbrio fisiológico, responsabilizando-se pela eficiência nutricional das dietas e rações, técnicas de criação, transporte, manipulação e abate dos animais, com vistas ao desenvolvimento de produtos de origem animal, buscando qualidade, segurança alimentar e economia, assim como executar e elaborar projetos de construções rurais e/ou produção de pastos e forrageiras e de controle ambiental. Passando pela condução de pesquisas e elaboração de formas mais adequadas de utilização dos animais silvestres e exóticos e também de animais de companhia, esporte e lazer.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), do qual o zootecnista faz parte, define este profissional como aquele que “atua nas mais variadas fases da produção animal, trabalhando com rebanhos e na garantia da segurança alimentar e do Bem-estar animal.” Ainda de acordo com o CFMV “A Zootecnia abrange um conjunto de atividades e habilidades para desenvolver, promover e controlar a produção e a produtividade dos animais úteis ao homem, assim como as tecnologias dos produtos de origem animal. Tem, portanto, grande importância para as áreas socioeconômica e para o desenvolvimento do agronegócio.”“Por isso, a atividade do Zootecnista deve levar em conta a importância da gestão e do empreendedorismo, já que o profissional lida com aspectos administrativos e econômicos da produção.”

Desta forma, mais uma vez o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal, congratula-se com esta importante categoria profissional, desejando que mais 50 anos se apresentem para o bem estar animal, colaborando com o estabelecimento de manejos adequados para todas as espécies animais, aumento da produção de alimentos seguros e a consequente ratificação do Brasil no agronegócio mundial.

Diretoria Executiva e Corpo de Conselheiros do CRMV-DF

3 de dezembro de 2018

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal recebeu a ilustre visita do Médico Veterinário Antônio Carlos da Silva, professor doutor em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo, no dia 20 de novembro. Ele foi professor na Universidade Federal Fluminense, nas Faculdades Integradas do Planalto Central – FACIPLAC-DF e atualmente na Universidade Federal do Amazonas.

No encontro o professor presenteou o presidente do CRMV-DF com uma edição do Caderno Técnico de Veterinária e Zootecnia, edição nº 44, do ano de 2004. Uma obra da Revista da Escola Veterinária da UFMG, junto a Fundação de Estudo e Pesquisa em Medicina Veterinária e Zootecnia e o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais.

Do encontro nasceu a ideia de trabalhar algum material de aperfeiçoamento profissional destinado aos profissionais do Distrito Federal. Segundo o professor, é possível trabalhar algo como este caderno. “É possível produzir um material como este. Toda produção científica ela vem de uma maneira ampla e pode envolver centros de pesquisa, universidades”. O conteúdo não seria apenas para médicos veterinários e Zootecnistas, mas também para a sociedade como um todo, já que os temas são de interesse de todos.

A edição do Caderno Técnico trata do tema serpentes venenosas, diagnóstico e tratamento dos acidentes ofídicos, ou seja, qualquer um pode estar diante de uma situação em que a informação poderia ser a diferença entre apenas um incidente até uma situação extrema de falecimento.

 

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

21 de novembro de 2018

Os alunos das ciências agrárias das Faculdades Integradas UPIS fizeram um dia de campo na última sexta-feira (16) na fazenda Alto Alegre, em Planaltina de Goiás. A atividade contou com a participação do Assessor Jurídico do CRMV-DF, Weber Teixeira da Silva Neto (representante da entidade). A atividade foi dirigida pelo professor, Engenheiro Agronomo, Raphael Mandarino, doutor em Zootecnia e leciona as disciplinas “Mecanização Agrícola e Economia Rural”, com apoio do Coordenador do curso de zootecnia, Zootecnista Guilherme José de Carvalho. Eles promovem esta visita há alguns semestres.

No local os alunos tiveram a oportunidade de conhecer equipamentos e maquinários usados para o preparo e manejo do solo. Segundo o professor, a atividade é de grande importância para o dia-a-dia do profissional que presta consultoria a produtores. “A gente vê a necessidade do aluno ter o contato com o campo, com o produtor, com o equipamento de ponta e ver a realidade de cada fazenda”. Ele explicou que o profissional, ao conhecer os equipamentos, tem uma maior amplitude para planejar suas ações.

Diadecampoupis5 Dia de campoupis1

Fotografia: Nong Agricultura de Precisão

“Eu sou apaixonado pela Zootecnia e acredito que este profissional tem que se preparar para enfrentar situações diversas em uma propriedade. O meu aluno quando está no campo e não tem um celular para ligar e conversar com alguém, ele tem que saber se virar”. Explica Raphael sobre a necessidade do conhecimento prático que dá autonomia ao profissional.

A propriedade visitada, Fazenda Alto Alegre, é um fragmento de uma propriedade maior, que foi dividida ano passado e ela não trabalha mais com pecuária. Segundo o professor, o proprietário relata que o manejo do solo que só trabalha a produção agrícola é mais trabalhosa do que a combinada com pecuária. “Na área que tem pecuária a palhada se estabelece melhor e na hora de plantar é muito mais fácil. Na área que não tem pecuária fica mais mole e quando passa a plantadeira ela fica ‘embuxando’ mais. Ele gasta mais tempo para plantar.” Explicou o professor sobre a declaração do proprietário, que isso se dá em consequência da compactação do solo e o enraizamento das plantas que torna a superfície mais firme, evitando também erosão e perda de nutrientes.

Diadecampoupis2

Fotografia: Nong Agricultura de Precisão

 

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

22 de novembro de 2018

O presidente do CRMV-DF, Méd. Vet. Laurício Monteiro Cruz convidou o chefe da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (DIVISA), Med. Vet. Manoel Silva Neto, na quarta-feira (21), para entregar sugestões da entidade sobre uma instrução normativa que está sendo produzida pelo órgão de Vigilância Sanitária do Distrito Federal. O documento trata de condições para funcionamento de estabelecimentos médicos veterinários no âmbito da capital federal.

As sugestões referente ao documento foram debatidas entre os participantes de uma força tarefa criada pelo CRMV-DF presidida pelo Vice-Presidente da entidade, Saulo Borges Lustosa, a conselheira Marina Zimmermann, o membro da Câmara Técnica de Bem-Estar Animal, Cássio Ricardo Ribeiro e a Secretária-Geral da próxima gestão, Waleska Coelho Sajnovisch de Gouveia, todos Médicos Veterinários.

Na reunião Manoel Neto, diretor da DIVISA, informou que será aberta uma consulta pública referente ao texto para receber sugestões da sociedade, já que a ideia é construir um documento que atenda a todas as necessidades.

Segundo o presidente do CRMV-DF, é grande a importância da manifestação dos empresários ligados a hospitais, clinicas e consultórios privados e públicos. “A Consulta pública é o principal momento de expressar opiniões, sejam a favor, sejam contrárias ao texto da Instrução Normativa da DIVISA”, enfatiza Laurício Monteiro.

O documento será publicado pela Secretaria de Saúde do GDF e irá tratar de assuntos como estrutura física do estabelecimento, tais como: espaço de recepção, atendimento e procedimentos, entre outros elementos.

Reunião avisa ed

Foto: Mayara Marinho

Assessoria de Comunicação Social do CRMV-DF

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lamenta o falecimento de seu secretário-geral, o médico-veterinário, doutor Nivaldo da Silva, ocorrido nesta terça-feira (20), em Belo Horizonte, em decorrência de complicações do acidente ocorrido em 7 de outubro. Nas próximas horas, o CFMV divulgará informações sobre o sepultamento, previsto para quarta-feira (21).

Mineiro, natural de Belo Horizonte, o doutor Nivaldo tinha 67 anos e deixa mulher, 4 filhos e 4 netos. Com profunda tristeza pela perda de seu grande companheiro, o CFMV decreta três dias de luto oficial e se solidariza com a família e os amigos para que recebam nossas preces e nossos sentimentos de solidariedade nesse momento.

Em 2018, o secretário-geral começou nova etapa de sua vida profissional aqui no CFMV, integrando o grupo eleito para fazer a nova gestão do Conselho Federal, com o lema de “Inovação e Transparência”.

Quando chegou ao Conselho, em carta aos colaboradores, afirmou que gostava de novos desafios. “Uma vez aposentado deveria estar curtindo as ‘delícias’ da aposentadoria, mas tenho um bit muito acelerado e não posso diminuir meu ritmo de trabalho”, comemorava.

Graduado como médico-veterinário pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) há 45 anos, o doutor Nivaldo fez mestrado em duas universidades (UFMG e Universidade Autónoma de Madrid) e doutorado pela Universidade Complutense de Madrid-Espanha.

Atuou como médico-veterinário clínico, cirurgião e na produção animal em uma Cooperativa de Produtores Rurais, em São Domingos do Prata (MG), trabalhando sempre com grandes animais, função que ele considerava ter sido sua primeira especialização na área.

Foi pesquisador da Embrapa e, desde os anos 1980, também foi bolsista pesquisador do CNPq.

Publicou inúmeros artigos científicos em revistas nacionais e internacionais e recebeu importantes homenagens, dentre elas, a Comenda Antônio Secundino de São José, das mãos do governador do Estado de Minas Gerais.

Por 40 anos foi docente da Escola de Veterinária da UFMG, onde atuou como orientador de mestrado e doutorado, e se aposentou como professor titular, em 2016.

Considerava que a maior honraria foi ter contribuído, como professor, para a formação de mais de 4.500 médicos-veterinários. “Isso muito me gratifica, pois fui estudante de origem humilde e, assim, pude retribuir o que recebi por ter estudado em uma universidade federal, bancada pelo povo brasileiro”, orgulhava-se o doutor Nivaldo.

Antes de integrar a diretoria de Conselho Federal, o doutor Nivaldo foi vice-presidente e presidente do CRMV-MG depois por três gestões consecutivas.

Ao assumir o cargo de secretário-geral no CFMV, o doutor Nivaldo chegou com a certeza de trazer modernidade para enfrentar os desafios destes novos tempos. “Vamos trabalhar de uma forma colegiada e participativa, de forma que todos os nossos colaboradores e amigos possam se sentir parte da gestão e dos resultados obtidos”, disse, ao chegar.

Otimista e humilde, nos 100 dias de gestão do CFMV escreveu mais uma vez aos colaboradores, assumindo o período de aprendizagem e reforçando o compromisso da diretoria de implantar um novo modelo de gestão baseado em transparência e inovação. “Buscar sempre uma forma mais simplista e segura de fazer gestão, pois nas coisas mais simples está a essência da vida”, fez questão de destacar.

Encerrou seu comunicado de forma alegre e animada, assim como era em seu dia a dia aqui no CFMV. “Não nos sentimos donos da verdade, afinal, também temos de aprender muito, pois como cantou Gonzaguinha: É a vida, é bonita e é bonita...Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar. A beleza de ser um eterno aprendiz... Ah meu Deus!”

Sentiremos muita sua falta, doutor Nivaldo.

nota de pesar

Diretoria, conselheiros e colaboradores do CFMV