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Pet shops do Distrito Federal têm prazo de 60 dias a partir desta segunda-feira (19) para instalar câmeras nas salas de banho e tosa. Os equipamentos são previstos em uma nova lei publicada no Diário Oficial do DF, que prevê monitoramento de todos os espaços de tratamento, higiene e estética dos animais.

Segundo o texto, a determinação pretende coibir a violência contra animais domésticos e auxiliar na resolução de casos de maus-tratos. De acordo com a lei, as gravações devem ficar guardadas por, no mínimo, 15 dias.

Os donos dos animais terão direito a uma senha de acesso às imagens e aos áudios, toda vez que levarem o mascote ao pet shop. A regra é mais flexível que a usada por outros estabelecimentos comerciais – muitas vezes, apenas a polícia ou a Justiça têm acesso aos vídeos.

A servidora pública Ana Paula do Amaral deixa a cadela Nina duas vezes por semana em uma "creche pet" no Cruzeiro. Ela diz ter escolhido o estabelecimento com cautela, para fugir de possíveis violências contra o animal. "Sempre ouvi falar de maus-tratos. Então, perto da minha casa, fui olhar por um pet de confiança", afirma.

A lei também estabelece que a existência das câmeras de monitoramento seja informada por meio de cartazes visíveis aos clientes, na fachada ou dentro da loja.

Sem conflito
Mesmo antes do prazo da lei, as câmeras ajudaram a solucionar um caso suspeito dentro do estabelecimento de Gabriela Madri, na Asa Norte. Um cachorro que havia passado pelo pet shop para fazer banho e tosa voltou para casa com a boca inchada.

"A gente tinha as imagens e provamos que o banho foi tranquilo. Logo depois de uma consulta com o verterinario, descobrimos que ele estava com um problema dentário e a boca inchada não era por problemas no pet shop", afirma Gabriela.

A partir de novembro, os pet shops que descumprirem a lei serão notificados e podem pagar multa de até R$ 10 mil. O GDF também pode interditar a loja, suspender a licença ou o alvará de fuincionamento por até dois anos.

 

Fonte: G1-DF

Sensação de alegria, leveza,  bem-estar e brilho nos olhos. É assim que ficam os pacientes do Hospital de Apoio de Brasília (HAB) nas tardes das quintas-feiras. Nestes dias, a unidade recebe a visita dos animais que fazem parte do projeto conhecido como Pet Terapia.

Iniciada neste mês, a implementação da terapia assistida por animais se deu a partir da ideia da veterinária e voluntária na Associação de Voluntários do Hospital de Apoio de Brasília (AVHAB), Nayara Marodin. Segundo ela,  o objetivo é ajudar na recuperação de quem está internado na unidade.

"Trata-se de um projeto completamente inovador para um hospital, porque, quando as pessoas pensam num animal dentro do ambiente hospitalar, acham que pode haver risco de doença, mas os cães que fazem parte das visitas passam por uma avaliação veterinária rigorosa. Existem estudos que comprovam que os animais podem trazer diversos benefícios à saúde, como aumento da autoestima, além de redução da dor, ansiedade e depressão", esclarece a veterinária.

A auxiliar de serviços gerais Francisca Rosilene é mãe do adolescente Eduardo Robson, que está no hospital há dois meses ,recebendo tratamento de fisioterapia para tentar recuperar o movimento dos braços e das pernas. Ela revela que o projeto de visita com os cães proporcionou a oportunidade de ver o filho sorrir novamente.

"É a segunda vez que meu filho recebe a visita dos cãezinhos e, desde a primeira vez, ele ficou maravilhado com a presença deles. Desde então, ele ficava me perguntando quando seria a próxima visita. Fiquei contente de ver meu filho sorrindo, porque nem sempre é fácil ser feliz dentro de um hospital", conta Francisca.

O lavador Antônio Ribeiro está internado há três meses no HAB e recebe tratamento de fisioterapia e fonoaudiologia por ter a Síndrome de Guillain-Barré. Ele sempre gostou de animais e afirma que a visita o deixou feliz. A esposa do paciente, Lecilda Ribeiro, diz que a presença dos cachorros ajudou a deixar o dia melhor.

"Como os animais são muito carinhosos, eles permitiram que meu marido tocasse neles e isso ajuda no tratamento que já realiza aqui no hospital, pois o incentiva a se movimentar. Trazer os animais aqui foi uma excelente ideia", confessa Lecilda.

TRABALHO VOLUNTÁRIO – A servidora aposentada Márcia Brea é voluntária e dona da cadelinha que foi a pioneira do projeto, a lhasa apso, Millie, de dois anos. Ela conta que se sente realizada ao poder contribuir no aumento do bem-estar dos pacientes e familiares do HAB.

"Como a Millie é pequena, o trabalho que realizamos por meio dela é a transferência de afetividade, ou seja, o aspecto emocional dos pacientes. Normalmente, os que passaram por algum procedimento cirúrgico, conseguem se acalmar devido à receptividade dela em receber carinho. É gratificante ver este trabalho, porque é possível ver o como é intensa a interação entre as pessoas e os animais e, para mim, é maravilhoso poder ver de perto como o paciente estava antes da visita e após a saída dos cachorrinhos do quarto", declara.

COMO FUNCIONA – A terapia assistida por animais acontece uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, a partir da 15h30. Cada visita conta com a presença de dois animais sempre acompanhados dos donos, além de alguns voluntários da Associação de Voluntários do Hospital de Apoio de Brasília (AVHAB) que são responsáveis pela abordagem dos pacientes para saber se desejam ou não receber a visita da Pet Terapia.

Atualmente, o Hospital de Apoio é a única unidade no Distrito Federal que oferece este tipo de tratamento à população. A terapia é direcionada de acordo com a necessidade de cada ala e a indicação do tratamento mais adequado é feita em parceria com a equipe de fonoaudiologia e fisioterapia.

O fonoaudiólogo André Pessoa é um dos profissionais que compõem a equipe médica voluntária no projeto. Ele explica que a terapia com animais faz parte de um processo do HAB que tem o intuito de oferecer tratamentos cada vez mais humanizados aos pacientes.

"A Pet Terapia proporciona um momento de convivência e experiência sensorial para os pacientes em reabilitação. O objetivo deste tratamento é oferecer mais conforto e acolhimento, porque quando se sentem mais felizes o resultado do tratamento é mais positivo e rápido", aponta André.

 

Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Nesta quinta-feira (15) o Revista Brasília falou sobre um projeto que incentiva a guarda responsável de animais domésticos. Sobre o assunto, o programa conversou com a professora de cirurgia veterinária do Hospital Veterinário de Animais de Pequeno Porte da Universidade de Brasília (UnB), Paula Diniz Galera.
 
Ela começa dizendo que os animais domésticos têm um importante papel dentro das famílias e por isso são cada vez mais valorizados, "mas isso tem muita variabilidade no país, de região para região e até na nossa cidade".
 
Quanto à guarda responsável, a médica veterinária diz que o tutor deve ter em mente, que quando adquire um animal, ele tem uma sobrevida bastante longa, que ele vai envelhecer e requerer cuidados ao longo da vida: "muitas vezes as pessoas, quando veem o animal doente, debilitado, elas optam por abandonar esses animais e trocar por um novo", analisa.

Ouça o audio da Dra Paula Galera

 

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação
 

A Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil organizou o II Workshop sobre Nutrição de Animais Selvagens da Sociedade de Zoológicos do Brasil, que será realizado entre os dias 23 e 25 de setembro de 2016, na cidade de Brasília, no auditório principal da Universidade UNIP, em região privilegiada. O evento terá caráter técnico e atingirá um público composto por profissionais das áreas de zootecnia, medicina veterinária e biologia, atuantes nas mais diversas Instituições (Jardins Zoológicos, Mantenedores de Fauna, Criadouros científicos e comerciais, Universidades e Clínicos de animais silvestres), além de estudantes interessados em ingressar nessas Instituições no futuro.

Como parte prioritária dos objetivos do grupo está a reunião periódica para aproximação dos técnicos e a troca de experiências. No Congresso da Sociedade de Zoológicos do Brasil, o grupo realizou a primeira reunião em uma atividade pré-congresso que contou com a participação de 15 Instituições, entre Zoológicos e Universidades. Durante a reunião ficou evidente a necessidade de promover capacitações mais frequentes que atinjam um maior número de profissionais e estudantes interessados em ingressar na área de nutrição de animais selvagens. 

Nesse sentido, em 2013, foi iniciado um Ciclo Nacional de Workshops, com 7 cursos distribuídos por todo o país, promovidos ou apoiados pela SZB e oferecidos gratuitamente aos membros. Dentre os temas abordados, destaca-se o Workshop sobre nutrição de animais selvagens, que ocorreu na cidade de São Paulo e contou com a presença da Dra Ellen Dierenfeld, referência em nutrição de animais selvagens no mundo e responsável pelo desenvolvimento do software Zootrition®. Durante o Workshop, foram distribuídos cópias do software gratuitamente e todos os técnicos presentes tiveram a oportunidade de aprender a manejá-lo. 

A partir deste Workshop formou-se o primeiro Comitê de Nutrição da Sociedade de Zoológicos do Brasil destinado ao estudo sobre o manejo alimentar e nutricional de animais selvagens mantidos em zoológicos e aquários, oferecendo suporte técnico, sempre que necessário, visando melhorar a qualidade nutricional das dietas oferecidas aos animais e aproximando os técnicos que trabalham na área.

Atualmente, o Brasil possui 110 Zoológicos que, juntos, mantém, aproximadamente 50.000 animais. Com a missão de agregar essas Instituições e fortalecê-las, a Sociedade de Zoológicos do Brasil - SZB, criada em 1977, estabeleceu uma série de programas visando fornecer o apoio técnico e facilitar a cooperação, capacitação, intercâmbio de conhecimentos e a realização de pesquisas nas áreas de manejo, educação e conservação, para que as instituições zoológicas brasileiras tenham uma gestão eficiente e trabalhem dentro dos mais altos padrões éticos e de bem estar animal.

Mais informações em http://www.comitenutricaoszb.com.br/sobre.php

 

Fonte: Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil - SZB




 

‘Integridade, honradez, plenitude moral em ações e decisões na pesquisa e no ensino devem ser elementos norteadores de todos os envolvidos no uso de animais, zelando pelo desenvolvimento ético da pesquisa e do ensino’. É o que determina a Resolução nº32/2016, do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (8/2), a nova norma estabelece as Diretrizes de Integridade e de Boas Práticas para Produção, Manutenção ou Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica.

O documento apresenta valores e princípios para as boas práticas na condução da pesquisa científica e uso de animais no ensino.

Confira os detalhes e o texto da resolução na íntegra, clique aqui.

Sobre o Concea

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) é órgão integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, constituindo-se em instância colegiada multidisciplinar de caráter normativo, consultivo, deliberativo e recursal. Dentre as suas competências destacam-se a formulação de normas relativas à utilização humanitária de animais com finalidade de ensino e pesquisa científica, bem como estabelecer procedimentos para instalação e funcionamento de centros de criação, de biotérios e de laboratórios de experimentação animal.

O Conselho é responsável também pelo credenciamento das instituições que desenvolvam atividades nesta área, além de administrar o cadastro de protocolos experimentais ou pedagógicos aplicáveis aos procedimentos de ensino e projetos de pesquisa científica realizados ou em andamento no País.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV