É de conhecimento de todos que a Zootecnia foi criada em 1849, pelo jovem naturalista Émile Baudement. De lá para cá a Zootecnia vem crescendo a passos largos, e existe em mais de 60 países. Atualmente existem no Brasil 107 cursos de Zootecnia regulamentados pelo Ministério da Educação, estando presente em todas as regiões brasileiras.

De acordo com o Prof. Otávio Domingues, patrono da Zootecnia Brasileira, Zootecnia é a ciência aplicada que estuda e aperfeiçoa os meios de promover a adaptação econômica do animal ao ambiente criatório, e deste àquele.

Disse o Patrono da Zootecnia brasileira: “... Para o Zootecnista brasileiro, ela não é apenas “a ciência da produção e da exploração das máquinas vivas”.

As premissas históricas e de ação profissional já estão inseridas no contexto regulamentar e de avaliação vigentes dos cursos superiores de Zootecnia e partiram tanto da evolução própria da Zootecnia como Ciência e Profissão como do pressuposto legal conferido pela Lei 5.550 de 04 de dezembro de 1968, que institui e regulamenta a profissão de Zootecnista rezando em seu artigo Art. 3º que são privativas dos profissionais mencionados no art. 2º desta Lei as seguintes atividades:

a) Planejar, dirigir e realizar pesquisas que visem a informar e a orientar a criação dos animais domésticos em todos os seus ramos e aspectos.

b) Promover e aplicar medidas de fomento à produção dos mesmos instituindo ou adotando os processos e regimes, genéticos e alimentares, que se revelarem mais indicados ao aprimoramento das diversas espécies e raças, inclusive com o condicionamento de sua melhor adaptação ao meio ambiente, com vistas aos objetivos de sua criação e ao destino dos seus produtos.

c) Exercer a supervisão técnica das exposições oficiais e a que eles concorrem, bem como a das estações experimentais destinadas à sua criação.

d) Participar dos exames a que os mesmos hajam de ser submetidos, para o efeito de sua inscrição nas Sociedades de Registro Genealógico.

Logo, é fácil perceber que nós ZOOTECNISTAS, trabalhamos com fatores que integram as leis da reprodução, da genética e da hereditariedade.

Estabelecemos critérios de avaliação da qualidade dos animais de acordo com a forma, dimensões, peso, características fisiológicas e produtividade, adaptabilidade e fixação da idade em que se espera o aproveitamento máximo do animal, sem esquecer, entretanto, o bem-estar destes.

Selecionamos matrizes e reprodutores e decidimos sobre sistemas de acasalamentos e cruzamentos.

Nos preocupamos com a adequação dos fatores ambientais que possibilitam maior e melhor desenvolvimento do animal.

Potencializamos a produção de alimentos seguros como carne, leite e ovos. Adotando boas práticas, com relação à alimentação, nutrição, promoção à saúde e abate dos animais. Bem como a estruturação de sistemas de pastejo sustentáveis, focando na relação solo x planta x animal.

Administramos, planejamos e organizamos fazendas e instalações rurais destinadas à produção animal.

Ao completar 50 anos da regulamentação da profissão de Zootecnista, observa-se que este profissional assumiu uma importante função no desenvolvimento sócio-econômico do Brasil. Tendo em vista que a produção animal tem forte participação no Agronegócio Brasileiro, gerando receitas e empregabilidade no meio rural.

A Zootecnia cresceu e continuará crescendo, obviamente não é a única protagonista do desenvolvimento do país, mas, sem sombra de dúvidas destaca-se pela sua importância no âmbito da produção de alimentos seguros e consequente fortalecimento da segurança alimentar.

O CRMV-DF reconhece este importante profissional e parabeniza-o pelos 50 anos de regulamentação profissional e pelo seu dia.

 

 Médico Veterinário Laurício Monteiro da Cruz

Presidente do CRMV-DF

Zootecnista Emanoel Elzo Leal de Barros

Tesoureiro do CRMV-DF

Parabéns Zootecnistas!

A Lei 5.550 de 04 de dezembro de 1968, no seu art. 3o, item A descreve que dentre as inúmeras atribuições do Zootecnista está a de “planejar, dirigir e realizar pesquisas que visem a informar e a orientar a criação dos animais domésticos, em todos os seus ramos e aspectos”.

A Zootecnia foi criada em fins de 1849, quando um jovem naturalista, chamado Émile Baudement, conquistou a aprovação unânime dos membros do júri, pelas suas ideias inovadoras, explicando em sua dissertação que a Zootecnia é uma ciência que explica os acontecimentos para constatar os fatos. O Prof. Octávio Domingues definiu Zootecnia como uma ciência aplicada, que estuda e aperfeiçoa os meios de promover a adaptação econômica do animal ao ambiente criatório e deste àquele.

Como ciência é recente, mas como “arte de criar” remonta aos primórdios da humanidade. A civilização deve seu desenvolvimento e progresso aos fenômenos da domesticação de plantas e animais que caracterizam a Revolução Neolítica. Atualmente a criação de animais constitui parte expressiva da economia mundial, sendo considerada atividade estratégica por envolver a segurança da população em muitos países.

Como profissão relativamente nova no contexto daquelas que compreendem as Ciências Agrárias, tendo em vista que a criação do primeiro curso de Graduação em Zootecnia no Brasil, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, na Cidade de Uruguaiana, deu-se aos 13/05/1966, sendo a profissão, então regulamentada pela Lei 5.550 de 04/12/1968, a Zootecnia procurou estabelecer-se ao longo do tempo, participando efetivamente de debates e se consolidando no cenário da produção animal Brasileira, favorecendo o aumento da produtividade dos animais e consequente contribuição para o PIB do Agronegócio do País.

Os campos de atuações desejados apontam para um universo peculiar de cada IES e de cada região, baseados na resolução No 04, do MEC, publicada no DOU em 02/02/2006 que nos propiciam o direito a atuar em todos os ramos e aspectos da produção animal: Cadeia Agroindustrial das Carnes e do Leite; Cadeia Agroindustrial de Fibras Animais, Rações para animais e de outros produtos de interesse Zootécnico; Cadeia Negocial de Criação Animal para lazer e companhia; Planejamento, Consultoria e Assistência Agropecuária; Gestão Empresarial e Marketing; Gestão Ambiental e Sustentável do Agronegócio; Desenvolvimento e Política Agrícola; Docência, Pesquisa e Extensão.

Sendo assim, os ZOOTECNISTAS, trabalham com fatores que integram as leis da reprodução, da genética e da hereditariedade. Atuam estabelecendo critérios de avaliação da qualidade dos animais de acordo com a forma, dimensões, peso, características fisiológicas e produtividade, adaptabilidade e fixação da idade em que se espera o aproveitamento máximo do animal, sem esquecer, entretanto, o bem-estar destes.

Preocupam-se com a sustentabilidade da produção e adequação dos fatores ambientais que possibilitam maior e melhor desenvolvimento do animal.

A produção de alimentos seguros como carne, leite e ovos, também faz parte das suas atribuições. Desta forma adotam boas práticas, com relação à alimentação, nutrição, promoção à saúde e abate dos animais.

Ainda como atribuições dos profissionais Zootecnistas, está a parte administrativa, planejamento e organização de fazendas e instalações rurais destinadas à produção animal.

Reconhecendo que a Zootecnia é arte e ciência, com dinâmica suficiente para computar complexidade notável a cada dia que passa, o CRMV-DF ratifica a importância deste profissional, para a construção de um País mais justo e solidário, através da produção de conhecimentos e na sua relevância técnica e social, pois o seu trabalho proporciona o desenvolvimento de todo o setor do agronegócio.

O CRMV-DF, como entidade representativa dos profissionais Zootecnistas, parabeniza este grupamento profissional de grande importância para o Brasil e deseja sucesso a todos!

Helio Blume

Presidente do CRMV-DF

NOTA SOBRE A OPERAÇÃO CARNE FRACA

 

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal (CRMV-DF) lamenta os fatos revelados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal e vê com pesar as atitudes inapropriadas de alguns servidores públicos e empresários do setor. Causa preocupação o grande prejuízo que estas atitudes imputem à atividade econômica brasileira e enquanto outros setores da economia apresentam resultados negativos, este segmento é o único que conseguiu crescer nos últimos tempos. O “segmento carne” é o segundo item das exportações do agronegócio brasileiro e em 2016 foram exportadas mais de um milhão de toneladas de carne in natura, representando faturamento superior a U$ 4,3 bilhões. Só em fevereiro deste ano o Brasil faturou U$ 410 milhões com a exportação de carne bovina. Além disso, o setor gera milhões de empregos e no total mais de U$10 bilhões em exportações. Não se pode aceitar que a irresponsabilidade de uns poucos, sirva de motivo para que agentes públicos e a mídia generalizem que a carne brasileira não tem qualidade e represente riscos.

A carne brasileira é segura e de qualidade. Hoje, o Brasil exporta carnes bovina, suína e de aves para mais de 150 países, sendo o principal player deste mercado. Em 2016, os Estados Unidos, um dos países que apresentam as maiores exigências em controle sanitário e de qualidade, passaram a importar carne in natura do Brasil após ampla e detalhada auditoria das plantas frigoríficas e status sanitário da carne brasileira.

O que até agora foi divulgado mostra que os problemas detectados se referem somente às carnes processadas. Nada, absolutamente nada, foi detectado em relação à carne in natura. Os dois anos de investigação já realizados serviram para comprovar que a carne fresca não apresentou qualquer problema, portanto, é de ótima qualidade.

O Serviço de Inspeção criado há mais de 100 anos e executado por médicos veterinários competentes e zelosos pela qualidade e inocuidade do produto que chega até o consumidor brasileiro e de outros países, é respeitado mundialmente e não deve ter sua imagem manchada por conta da má conduta de uma minoria de profissionais que desrespeitaram a profissão e esses devem ser rigorosamente punidos na forma da lei.  

Os Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que trabalham na área de inspeção, em sua maioria não compactuam com esses procedimentos e merecem todo nosso respeito e a confiança em suas atividades. Caso seja comprovado o envolvimento dos médicos veterinários e/ou zootecnistas nas irregularidades, o CRMV-DF ressalta que é imprescindível a apuração e instauração de processos ético-disciplinares orientados pelos princípios do devido processo legal. O CRMV-DF entende ainda que esse tipo de conduta é incompatível não somente com a legislação, mas também com a postura esperada de um médico veterinário segundo o que determina o Código de Ética profissional e repudia o comportamento de qualquer profissional que, violando os princípios morais, atue contra a saúde e o bem-estar de animais, humanos ou do meio ambiente. 

Reafirmamos a nossa confiança no trabalho sério realizado por médicos-veterinários e zootecnistas no agronegócio do País. Os médicos veterinários e zootecnistas, presentes na cadeia produtiva dos produtos de origem animal, atuando com profissionalismo e seriedade, desde a origem até o consumo, onde a vigilância à saúde animal e humana, garantem qualidade e inocuidade aos produtos. Não fosse isto, o Brasil não teria se consolidado como um dos maiores produtores mundiais de proteína animal nas últimas décadas. Que continuem se apurando os fatos e sejam atribuídas as devidas responsabilidades aos envolvidos.

 

Hélio Blume

Presidente do CRMV-DF